Se um dia eu acordar querendo mudar tudo de lugar, trocar de nome, arrumar novos amigos, procurar outro trabalho, virar vegetariano e comprar um cachorro; não me dêem ouvidos.
quarta-feira, 3 de julho de 2019
Enjoy-se
segunda-feira, 26 de dezembro de 2016
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sábado, 31 de janeiro de 2015
O dia em que morri antes da morte.
quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014
SUCEM
segunda-feira, 30 de setembro de 2013
Dois de carne com legumes, um pão de alho e uma coquinha de garrafa, por favor.
Foi uma experiência indescritível, pois eu simplesmente travei. Não expressava nenhuma emoção, eu não processei este episódio no momento, num primeiro momento eu agi com frieza, num segundo também. Não quis entender, Não precisava ter que aceitar a ideia também porque era algo irreversível: a morte não tem que ser entendida, tem que ser sentida. Fiquei tento flashes destes momentos por muito tempo. Liberei um choro desesperado, inconsolável e tardio. Um misto de sentimentos: culpa, saudades, dor.
Definitivamente eu não sei como proceder, eu tenho medo. Eu espero a morte sim, é estranho isso, não é pessimismo, é realismo. Isso não me impede de viver, pelo contrário, me entusiasma. Minha avó, vai morrer, minha, minha irmã, minhas tias, primos, meus amigos íntimos.
Querendo eu ou não.
Queria uma imagem que retratasse a morte, mas que fosse desvinculada de alguma religião ou que não representasse uma punição, mas não encontrei. Link para a notícia:
terça-feira, 13 de agosto de 2013
Sete anos no Tibet
quinta-feira, 31 de janeiro de 2013
Tento gritar. Rodopio. Caio.
A voz não sai. Sons distorcidos soam do meu corpo. Rostos misturados, lembranças embaralhadas.
Sou primeira e terceira pessoa ao mesmo tempo.
Desconcentração. Desconforto. Ansiedade.
sexta-feira, 1 de junho de 2012
Psiqué.
Foi só a primeira sessão, afinal.
segunda-feira, 28 de maio de 2012
R.
Agora.
terça-feira, 3 de janeiro de 2012
2012.

Queria poder fugir do clichê e não fazer um balanço do ano que se passou. Ano morno, de mudanças bruscas, de recuperação, de expectativas – ano intermediário, preparatório, enfim, indispensável. Os prognósticos são os melhores possíveis: uma cidade nova, livros novos, estudos, pessoas novas.
Novidade me nutre temporariamente, atrai minha atenção; prende-me na janela de expectativas da vida, vendo-as desfilar.
Quero um ano bom, rico e abundante em tudo, é só o que eu quero.
sábado, 10 de dezembro de 2011
Escolha a alternativa correta.

Apenas algumas horas para o vestibular: cidade nova, curso novo, vida velha. Sinceramente não sei se é o curso da minha vida, só saberei mesmo quando tiver ano que vem na mesma situação: preparando-me para mais uma escolha.
Como numa peça de teatro, em vez de me desejar sorte, gostaria que me desejassem que eu quebrasse a perna!
(Lapis, caneta, borracha, água, ansiolítico, auto-controle e pressão).
sexta-feira, 9 de dezembro de 2011
Segue o seco.

Cai uma chuva fina, lenta, daquelas cadenciadas, na qual você pode prever quando será o próximo pingo; momento propício para embalar o que eu sinto agora.
Achei que seria fácil, pensei que, sem falsa modéstia, eu com minhas habilidades, nos sairíamos bem – poríamos tudo e todos no seu devido lugar e com o tempo, voltaria a exalar SEROTONINA para todos os lados. Recomeçar não é ruim, difícil mesmo é findar um ciclo para depois começar outro. Infelizmente, existem determinadas situações que se sobrepõem as boas perspectivas de uma mudança física. Elas têm peso, um peso vivo, cansativo. É a fase de adaptação ao novo lugar que não pode ser atropelada como deveria: a duzentos quilômetros por hora por minha vontade de interagir. São os estranhos que circulam rapidamente ao meu lado na rua; os que insistem em me ignorar no trabalho; as ruas que tendem a me confundir sempre com seus nomes novos e suas esquinas inexploradas. É o ar seco que alimenta ainda mais minha congestão nasal.
Sinto um leve arrependimento... O sentimento de desafio, agora se encontra adormecido, ao contrário das minhas lembranças de tempos atrás que estão cada vez mais vivas.
Ô chuva vem me dizer
Se posso ir lá em cima prá derramar você
Ó chuva preste atenção
Se o povo lá de cima vive na solidão
Se acabar não acostumando
Se acabar parado calado
Se acabar baixinho chorando
Se acabar meio abandonado
Pode ser lágrimas de São Pedro
Ou talvez um grande amor chorando
(Marisa Monte, Segue o seco).
quinta-feira, 1 de dezembro de 2011
Um par.
Quando tem já não quer
Acha alguma coisa nova na TV
O que não pode ter
E deixa de gostar
Larga mão do que ele já tem
Passa então a amar
Tudo aquilo que não ganhou
Na cascata da vez
Que você comprou assim zero mais dez
Um presente pra mim
De onde veio esse agrado
Você vai gritar
Diz que é homem feito, sei não
Ah faça-me o favor
Diga ao menos o que foi
E se eu faltei em te explicar
Diz que a gente sempre foi
Um par
Mas que jogo eu não sei
Fica até segunda o dia clarear
E troféu não se vê
Sai correndo e volta outra vez
Sem cumprimentar
Nem parece aquele
Eu rezo, ai deus do céu
Ou alguém no chão
Diga-me o que foi
Que eu deixei faltar
O que eu não consigo é entender
Como é que um filho meu é tão diferente assim
De mim
Me faz entender.
Toca pra mim...

Estava correndo como um jovem sonhador atrás dos seus ideais, transpirava por todos os poros do meu corpo; a mente, concentrada, tentava dosar minha energia durante as minhas rápidas passadas. Meu corpo já não responde aos mesmos estímulos de anos atrás, mas ainda continua com a mesma coordenação motora para executar movimentos repetitivos.
Queria voltar no tempo, queria poder mudar minúsculos erros, quase imperceptíveis à vida cotidiana – nada de melancolia ou arrependimentos, apenas um aperfeiçoamento do meu destino, uma nova chance para velhos acontecimentos.
Há tempos não praticava um esporte coletivo, há tempos não disputava algo com tanto afinco, liberdade.
Não esqueci aquilo que havia aprendido há quinze anos - apenas alguns minutos, ritmo de jogo, colocaram-me novamente no patamar de um astuto armador. Havia se passado vinte, trinta minutos de jogo, estava esgotado fisicamente, mas superava pela vontade. Dado certo momento pedi a bola com vigor:
– Toca para mim, toca para mim!!!
Era uma chance real de gol, bola curta, próximo a linha do escanteio. Naquele momento concentrei toda a minha força num chute. Corri para a bola com o máximo de velocidade e desferi um chute mascado, acompanhado de um desequilíbrio do pé de apoio e uma dolorida torção de tornozelo.
Cai no chão, sentia meu tornozelo formigar, executava poucos movimentos com o pé, tamanha era a dor. Era o fim de jogo para mim. Recolhi-me mancando, tentando me equilibrar numa perna só, com medo de firmar o tornozelo fraturado.
Estava tentando voltar no tempo em atos – executando atividades que me remetiam ao passado, mas infelizmente a minha realidade é outra, não posso corrigir pequenos passos dado no passado, forçando meu presente.
A dor, esta sim é atemporal – tanto a física quando a emocional – a física acaba sempre passando, já as outras...
sábado, 19 de novembro de 2011
Boom.

Bocejo como um louco; evidencias indicam não haver sono, mas não consigo controlar este impulso. Meus olhos estão estalados, em estado de alerta, pele sensível, respiração deveras ofegante. Deveria ter sido mais prudente, é verdade. Minhas mãos estão trêmulas tal qual um quem não come há dias. Não sei o que fazer, sinceramente – viver, atualmente com doses parcas de remédio, fracionadas para durar até a próxima sessão terapêutica está literalmente me engolindo. Sinto medo do nada, do silêncio, dos ruídos. Suo em bicas mesmo sem fazer o mínimo esforço físico. Não há paliativos, não psicológico, é químico.
Ansiedade em seu estado puro, bruta e violenta em doses homéricas. Preciso de um ansiolítico descansando lentamente no meu estômago.
sexta-feira, 11 de novembro de 2011
Fuel.

A ansiedade é um monstro, quando mais alimentada maior fica e, conseqüentemente, sem controle. Começa dentro do peito e como numa reação em cadeia, espalha-se por todas as partes do corpo. O corpo todo treme, pulsa, gela. Calafrios, confusão mental e um leve desespero tomam conta das situações.
Seu alimento é a incerteza, o futuro, as decisões: quanto maior a expectativa, maior o efeito rebote. Por ora experimento pequenas porções de ansiedade, geralmente em picos noturnos. Temos uma relação estreita, a ansiedade sempre me impulsionou, seja para o bem ou para o mal. É um sentimento paradoxal: é o meu combustível, mas ao mesmo tempo torna-se perigoso demais, se consumido em altas doses.
No momento meus receptores da ansiedade estão parcialmente bloqueados, o que me rende relacionamentos sem expectativas, mudanças abruptas de planos e boas noites de sono.
domingo, 23 de outubro de 2011
Momentos mornos.
Insônia é algo que não faz mais parte do meu cotidiano. Queria poder tomar um café preto, amargo, degustar de bons momentos de reflexão, à luz da falta de sono, olhos estalados, corpo febril, mas os remédios me impedem...
A vida nos reserva momentos intermediários de sentimentos. Nem de tristeza absoluta, nem felicidade extrema. São intervalos, hiatos que beiram o tédio, e geram inconformismo. São situações perigosas, principalmente para quem é alimentado por uma instabilidade descomunal. Mudar de ares me fez cair num ostracismo que há tempos não era sentido, remetendo a minha acanhada adolescência, onde conflitavam hormônios com a depressão.
A minha imensa parte que vive a me corromper por popularidade, agora, destoa totalmente daquilo que vivo: um sem-fim de expectativas murchas.
Neste exato momento estou me questionando o porquê de correr atrás de um carro em movimento, tal qual um cão que o persegue com afinco, de ofício. Continuo a correr sem parar, cada vez mais, esperando que ele não pare, evitando assim uma tomada de atitude.
Estou numa fase longa, sufocada por poderosos remédios que limitam a minha criatividade e influenciam diretamente as minhas tomadas de decisão. Não é melancólico, mas há tempos meus olhos não brilham por mais de dias seguidos – continuidade, seqüência.
Peguei-me, no meio de um raciocínio, durante a resolução de um problema matemático, me questionando o porquê de resolvê-lo. Achei a solução para a equação, para meu desespero total. Noutros tempos, apenas encontrar a solução seria o ápice, independente do objetivo fim.
Estou estranho, é verdade, preciso parar de me esconder atrás de metáforas e voltar a ser eu mesmo, que tanto trabalho me dá, contudo me rende ótimas experiências de vida e bons textos.
quinta-feira, 6 de outubro de 2011
Pragas urbanas.

Pós rebelião, estávamos todos reunidos, nós – os agentes, e os presos responsáveis pela limpeza do local. Um dia atípico, os sinais da destruição estavam por todas as partes: paredes quebradas, grades entortadas, colchões queimados e uma sensação de impotência reinava sobre nossas intenções. Eu, recém transferido, ainda me confundia nos caminhos da imensa construção, mal tive tempo de memorizar as saídas. Embora tentando fugir do senso-comum, não conseguia assimilar o duro golpe dado no aparato estatal, continuava procurando respostas e acalento.
Durante a limpeza, muito entulho sobre os corredores, proporcionou o aparecimento de ratos. Eram muitos, de todos os tamanhos, espécies. Dado certo momento, o nosso cruzamento era inevitável e foi o que aconteceu. Enquanto observava um preso remover os entulhos, avistei um enorme rato vindo em minha direção, completamente desesperado e sem ter por onde desviar. Por um instante, os presos voltaram a sua atenção para o rato desesperado e, conseqüentemente qual reação seria a minha. Noutra ocasião, talvez apenas me esquivasse do animal, deixando-o seguir, mas minha atitude, devido à platéia, deveria ser mais enérgica.
Desferi, ainda sem jeito, um chute que o acertou em cheio, contudo ele se recompôs e continuou a vir na minha direção; desta vez com mais força, o rebati contra a parede, atordoado, ficou estático. Foi o tempo de um preso pegar um tênis que estava perdido no meio da sujeira e desferir violentos golpes, vários, mesmo enquanto já parecia certa a morte. O rato, vencido, já morto, deixou um lastro proporcional de sangue, ainda sentia o ódio e espírito assassino do preso, que só parou de bater quando o animal parou de estremecer. Rindo, teceu o seguinte comentário: “...mais uma alma para o além”.
Preciso rever meus conceitos sobre direitos humanos.
sábado, 17 de setembro de 2011
Rebelião.
80% da CCM foi destruída
Roberto Silva e Rubia Pimenta
Engenheiros da Secretaria de Estado da Justiça, Cidadania e dos Direitos Humanos (Seju) concluem hoje a vistoria na estrutura da Casa de Custódia de Maringá (CCM), palco de uma rebelião que durou 23 horas, encerrada na manhã de ontem.
Eles vão verificar os danos estrutural causados durante o motim e apontar as obras que serão necessárias para recuperar a unidade prisional.
Segundo a assessoria de imprensa da Seju, 80% do mobiliário da CCM, principalmente camas e colchões foram destruídos. Já o Sindicato dos Agentes Penitenciários do Paraná (Sindarspen) afirma, com base em informações passadas por agentes que trabalham na unidade, que 90% foi destruído pelos presos.
Grades, muros e portas foram quebrados e pertences espalhados por todas as galerias. A possibilidade de interdição da unidade, por enquanto, foi descartada.
A rebelião terminou depois que a secretaria aceitou transferir 31 detentos para unidades prisionais de suas cidades de origem, acatando uma das principais reivindicações dos rebelados. Dos 900 internos no presídio, aproximadamente 400 participaram do motim.
Detentos rebelados mostram os presos que foram feitos reféns; apesar de exaustos, eles não se feriram
Eles mantiveram como refém o agente penitenciário Paulo Arruda e dois presos, que foram liberados assim que a rebelião foi encerrada. Apesar de exaustos, eles não foram feridos.
Durante a manhã, os presos ainda atearam fogo a roupas e colchões em um dos setores do presídios. Os integrantes do grupo conhecido como "Ferro Velho", em Maringá, liderados por Benedito Batistiole, foram os últimos a se renderem. Eles foram presos no início de julho em uma operação da Polícia Federal (PF).
Logo após, os amotinados desceram da laje e ficaram deitados, apenas de roupas íntimas, no pátio do presídio, para revista. A Polícia Militar (PM) e agentes penitenciários iniciam um processo de varredura na Casa de Custódia, para avaliar os estragos e recolher as armas utilizadas pelos rebelados.
Transferências
Maico de Souza Moretti, 25 anos, conhecido por Guerreiro, tido como líder da rebelião, e outros 22 presos foram transferidos ontem por volta das 11h para um centro de triagem em Curitiba, de onde seriam posteriormente remanejados para unidades em suas cidades de origem. Outros oito presos aguardavam contato Vara de Execuções Penais com a Justiça de outros Estados para que sejam transferidos.
O comandante do 4º Batalhão da Polícia Militar (BPM), Chehade Elias Geha, não permitiu que a imprensa acompanhasse a descida dos presos.
Os primeiros internos foram transferidos logo após o término do motim
Familiares se revoltaram com a atitude e tentaram barrar a entrada de uma das viaturas no presídio. Houve confronto com a polícia e algumas mulheres disseram ter sido agredidas. Elas temiam que os policiais agridam os presos que ficarem no presídio, fato que foi contestado pela PM.
Início
A rebelião na Casa de Custódia foi iniciada por volta das 12h30 de segunda-feira, com cerca de 20 detentos que estavam na galeria 2, e se espalhou rapidamente. Presos do regime semiaberto e pertencentes a grupos evangélicos não aderiram ao movimento.
Os rebelados chegaram a hastear uma bandeira do Primeiro Comando da Capital (PCC), facção criminosa conhecida pela atuação em presídios do Estado de São Paulo. Não houve confirmação se os amotinados tinham relação com a facção.
Os detentos reclamavam que eram constantemente agredidos e recebiam comida "azeda". A Justiça vai analisar as denúncias de maus tratos e de má alimentação na penitenciária. Também cobravam mais agilidade nos processos de pedido de liberdade na Justiça em Maringá.
A rebelião terminou com um ferido. Trata-se de um interno que tentou fugir da CCM , durante o motim. Ele levou um tiro no ombro, foi internado e passa bem.
Mais remoções
A assessoria de imprensa da Secretaria de Estado da Justiça, Cidadania e dos Direitos Humanos informou que nos próximos dias haverá o remanejamento de mais presos para outras unidades, de acordo com um levantamento que está sendo realizado. "Temos mais de 100 presos do regime semiaberto que poderão deixar a Casa de Custódia de Maringá agora", afirma o diretor do Departamento Penitenciário, Maurício Kuehne. A CCM tem capacidade para 500 presos, mas abrigava quase 900.






