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sexta-feira, 22 de julho de 2011

Solamente acá en Foz.


Ainda não sinto os efeitos da melancolia, mas é fato que nos próximos dias este sentimento será devidamente cultuado no meu novo refúgio. Estava na hora de mudar – as conseqüências do meu comportamento demonstravam isso. Tentei calcificar minhas raízes o quanto pude, mas não havia mais onde tirar motivação para me manter parado neste lugar. Não havia mais ninguém a ser conhecido, nenhum lugar a ser ido, nenhum erro a ser cometido.

Redundante dizer que sentirei falta do lugar, das coisas, das pessoas, do clima e principalmente das experiências.

Acredito que esta imagem retrata bem meus cinco anos passados aqui.

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Mal contato.





Toda vez que ligo o meu velho computador, sigo o mesmo ritual: digito uma senha sem nem mesmo saber o porquê de tê-la posto, aguardo pacientemente o cansado hardware iniciar todos os aplicativos, depois vou fechando os desnecessários; abro meu editor de texto e, na seqüência, o player de musicas. Coloco-o para tocar, como sempre, no aleatório, mas noto que o volume está baixo por um problema de contato. Tento corrigir o problema, ouve-se barulhos, estalos das caixas, até que o som se estabiliza.

O ambiente externo pouco me influencia: se dia, noite, frio, calor, companhias ou não. Por razões que desconheço, prefiro as tardes, solidão e o frio para escrever, sempre acompanhado de uma bebida, nem que seja a saliva para não engolir a seco.

Depois de ajustar o cabo de áudio, sento-me novamente, relaxo o corpo deixando-me levar pela musica. Gosto de escrever a esmo quando não tenho algo em mente; também tenho o hábito de visualizar fotos concomitantemente com a escrita. Deste ritual entrelaçavam-se longas conversas pela internet com amigos, horas a fio contemplando uma tela em branco, bebendo, sorrindo e produzindo palavras que me nutriam por muito tempo. Ficava sempre exaurido – raramente terminava de uma única vez e, quando acontecia, depois eu sempre dormia exausto.

De uns tempos para cá, sem tom melancólico, não tenho tido a mesma sensação de prazer e intensidade, como conseqüência disso não tenho produzido mais. Tudo o que eu escrevi neste ano passado, resume-se ao que eu escrevia em dois meses quando em épocas áureas. Algumas coisas me fazem falta, são símbolos, para dizer a verdade, e tenho extrema dificuldade em achar substitutos para estes objetos/pessoas/lugares/sensações/sons/épocas.


sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Fly away.



Ansiedade e a angustia reinam. O próximo passo: o momento onde uma das partes toma a iniciativa cabal – o que acontecerá daqui para frente? Ele, prostrado por situações anteriores - agora de forma receosa aguarda por uma aproximação.

Basta saber se ele tentará agir de forma indefectível - mesmo sendo a parte descabida de controle ou aguardará por uma iniciativa dela: serena, sutil e não tão fortuito - fruto daquilo que fora despertado e do entusiasmo que a envolve.

sexta-feira, 30 de julho de 2010

12 de junho, Mac dia feliz!



Nunca me importei com datas comemorativas, seja pelo seu cunho comercial, apelativo ou pela simples convicção que não se faz necessário comemorar apenas em dias preestabelecidos. Imbuído neste espírito, mal me importei em passar o dia dos namorados deste ano numa lanchonete de fast-food. Talvez a intenção da outra parte fosse um encontro; independente, eu aceitei o convite, pela companhia e principalmente pela outra variável, ou melhor, a surpresa: seu filho.

Passou para me pegar com seu pequeno rebento no horário marcado. O menino tinha a minha cara, cabelos encaracolados, agitado, rebelde, porém obediente aos comandos da mãe. Ela, envergonhada, foi logo se desculpando pelo comportamento do filho e agradecendo por ter aceitado o convite – e o pequeno não se fez intimidar, foi perguntando que eu era e a interação foi total.

Apesar do constrangimento, ela parecia não entender o brilho nos meus olhos, a forma como eu me via naquela situação. Eu me coloquei no lugar do menino, de como aqueles momentos são importantes na formação de caráter, educação e o quanto isso poderia fazer falta no futuro e tudo mais. Eu me diverti mais do que todas as crianças no play da lanchonete juntas.

Os adultos conversaram sobre tudo, principalmente sobre família, já as crianças se limitaram a jogar batatas-fritas uns nos outros. Cruzei com um colega de trabalho, que ao me cumprimentar, fez uma piada dizendo que há muito tempo que não nos falávamos, mas muito mesmo, pois havia nascido meu filho e ficara sabendo.

No retorno para casa, o menino estava exausto, encolheu-se no banco traseiro, encostou a cabeça no vidro embaçado pela umidade e ficou observando as luzes da avenida, quieto. Uma cena inesquecível, assim como este encontro, no qual acabei fazendo uma grande amiga e ratifiquei ainda mais meu maior sonho: ser pai.

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Final de férias.


Assisti a todas palestras do congresso, inclusive as apresentações de trabalhos científicos, mas a última, sobre inovação, foi de longe a mais interessante. Em determinado momento, contrariando a linha de grandes executivos, Valter Longo admitiu que prefere ter capital humano “rebelde” e ainda diz fazer questão de mantê-los e propiciar um ambiente que estimule seus questionamentos. Em linhas gerais, há três perfis de profissionais: o que dizem “não”, os que questionam sempre com um “por que” e os mais ousados sempre tem um “porque não” para todas as situações.

Neste instante, olhei para o lado e vi meus colegas de faculdade compenetrados e pensei se não fosse o nosso “porque não”, certamente não teríamos vindo. Na verdade era uma experiência que me faltava e vou levar comigo para sempre. Sete dias de convivência diária, fizemos questão de ficar em alojamento, dormindo três horas por dia, aulas de manhã até a noite e depois o roteiro de festas. Não por acaso meu livro de cabeceira, antes da viagem, na casa da minha mãe foi On the Road, de Jack Kerouac, que segundo minha tia, que o notou entre minhas cobertas, foi um dos preferidos de Janis.

Eu me permiti, fiz de tudo, conheci muita gente de todos os lugares do Brasil, aprendi muito e me diverti muito na companhia dos meus queridos amigos. Queria me desvencilhar um pouco da minha realidade e consegui nestas viagens. Tenho uma reserva de serotonina excedente e só vou usá-la em caso de extrema necessidade.

domingo, 6 de junho de 2010

O que há velhinho?



Estava precisando cortar o cabelo – mera necessidade formal para quem segue o slogan de uma famosa marca de refrigerante sabor limão. Escolhi um salão onde trabalham exclusivamente mulheres: jovens, senhoras, separadas, casadas, solteiras, adolescentes - uma infinidade de progesterona espalhado pelo ambiente. Há, mulheres, mulheres!

Fui recepcionado por uma simpática atendente, que aparentava uns trinta e cinco anos. Perguntou o que eu iria fazer e me encaminhou pelo salão; passei pelo corredor polonês, fui fitado da cabeça aos pés, até chegar a minha cadeira. Após ser apresentado à profissional, fui logo soltando um discurso pronto:

- Não tente nada diferente, nada de cortar muito, estou com pressa...

Como sempre, salão é um lugar propício para conversar, entretanto, nós homens, práticos que somos, evitamos prolongar uma tarefa simples de quinze minutos.

Depois das preliminares, lavagem em água quente e a massagem no couro cabeludo, já estávamos conversando como velhos amigos. (Salão de beleza é um ótimo lugar para amenizar a carência afetiva).

Neste momento pré-corte, após a massagem, enquanto enxugava meus cabelos ela me perguntou se eu fazia as sobrancelhas. Acabei por sair do transe pós-massagem num estalo. Não, não, ela não descobriu meu segredo...como muitos imaginavam. Na verdade eu fiquei muito curioso, pois deve ter notado algo em mim que inspirasse uma conotação, digamos ambígua. Respondi assustado dizendo que não... nunca tinha tirado e nem sabia que homens tiravam também, achei que homens só cortavam os cabelos e faziam a barba. Complementei, claro, perguntando o porquê de ter insinuado isso.Ela me disse que eram bem delineadas, mas estavam com alguns fios fora do alinhamento…

Notando minha estranheza – especificamente ao comentário e não pelo fato de tirarem as sobrancelhas – acabou por me acalmar dizendo que é normal homem vir se cuidar, disse que os oficiais do exército e até os soldados também freqüentam o salão. Afirmou também meus colegas de trabalho são freqüentadores...

- Quem são eles? - pergunta boba...

- Com você agora serão quatro, relaxa, são apenas uns “rebeldes” que serão removidos, não vai doer e não vai parecer nem que foram retirado, as mulheres vão gostar... - concluiu a com excelentes argumentos.

No dia seguinte pela noite eu tive um encontro; ela me perguntou se eu havia cortado o cabelo, eu disse que sim... continuou a me olhar e perguntou se havia tirado a sobrancelha também...

- Como é que mulher nota estas coisas?

O cabelo ficou quase do jeito que eu gostaria, mas a sobrancelha ficou perfeita. Hahahahahahahhaha. (Se meus amigos homens perguntarem eu nego até a morte, porra!)

domingo, 30 de maio de 2010

Brasília, casamento (Maio 2009).

Suprimentos masculinos.
Suprimento de amizade.
Depois de dois anos sem se ver.
Não é permitido consumo de bebidas durante o vôo.
Momento EMO.
Desfazer as malas para quê?
7.000 pessoas, não-sei-o-quê do Banco do Brasil.
Show do MONOBLOCO, não conhecia, muito bom até a parte que eu lembro.
Fábio compra umas vinte fichas logo.
Boas histórias hein Fábio...
Ha, Brasíliaaaaaaa!
Tem carnáááá...
Estávamos todos de folga, não é Dr. Wellington?

Era sono, tinha dormido pouco, estrada, check-in, plantões...
Ha, Brasíliaaa...
Catedral
Ainda bem que tinha uma farmácia no térreo.
Cortei até o cabelo para ser padrinho (o que não fazemos pelos amigos)
Eu queria dirigir a viaturaaaaa!

Gostei desta catedral.
Parlamento.

Casamento do nosso outro querido amigo, Igor.
Felicidade dos amigos!
E as madrinhas Fábio?
"X"


Padrinhos têm patente.
Eu também.
Um brinde ao nosso grande amigo Igor.
Fico melhor sem óculos?
Entrada triunfal.
Um dos maiores oradores que eu conheço engasgou, deve ser o nervosismo.

Felicidade aos noivos.
Padrinhos ansiosos.
Power trio.
Acima de tudo, homens sérios.
Sócia do Igor.
Ele faz o inquérito e ela tenta achar as brechas.
Cara o Igor casou!
Igor olhando os sogros!
Agora sim, os três amigos reunidos depois de tanto tempo!
E olha só quem eu encontrei, direto de Natal, Alberto (Moleque doido).
Com sua gravata de motorista de Van. Alberto é um cara excepcional.

Alberto, Fabiano, Lilian e Igor.
Endireitei o pescoço agora!
Fábio, Danuta (irmã do noivo), Wellington e a mãe do Igor.
Eu sei que você é cabra-macho mas, toma Chandon Alberto, toma...
Padrinhos.
Antenas ligadas: Me liga gata, 9915..hashsesheehs
Santé!
Ha como eu gosto de final de festa!


O casamento acabou, mas a noite ainda não, certo Orilley´s Pub.
Calma Jack, não quero misturar hoje.
Quero provar todas!
Depois que conheci a Heineken minha vida mudou.

Não é efeito não, era assim que eu estava vendo.
E como deveria de ser, terminamos na DP (Calma, o delegado só foi trocar de viatura).
Dormir para quê. Stock Car, etapa Brasília.
Back-stage é bem melhor.
Ai, ai...

Turista mata os anfitriões de vergonha!
Visite a Paraíba que nada, visite Brasília.

Acho que este cara é do Paraná.





Me espera que estão me explicando o sistema de suspensão dos carros.




Isso é um carro?




Poderia ter uns RED BULL para os visitantes, eu tava precisando.


Até com pneu eu tirei foto.


Merchan.
Chega de ver carro, vamos para o bar.
Cada um de um Estado diferente.
Comida chinesa de novo não!
Amigos.

Bandinha


Ninguém tirou foto daqueles tonéis de cervejaaaa?
Eu sou carente...

Pés magistrados.

Ha, meus amigos queridos eu preciso de dez horas de sono por dia.


Quem tirava estas fotos e da onde?

Enfim, uma cama.
Patrocínio das milhas SMILES.

Em casa de policial, o espeto não é de pau.
Pequeno souvenir para os padrinhos.
10:30 e de bom humor.
Flagrante (não era meu).
Abaixa a taxa de juros Dr. Henrique Meirelles!!!

BB


Vai entender estas placas...



Gostei desta vista.



Engineering.


Que asa é esta?



Nice messege.
Minha mãe adora os ímas de geladeiras que eu levo das viagens.
Qualquer semelhança com a fronteira é mera coincidência.
Aqui as pessoas respeitam as placas.








Poder! Podeeeer!

Gostei deste lugar!


Dirigir aqui é uma maravilha, pena que não me deixaram...

Infelizmente minha cara, você é para poucos.
Mesmo assim a respeitamos.

Há, deixa eu ser turistaaaaaaaaa!!!!
Típico de capital de país esta praça!





Lago Paranoá.
Surfista do Lago Paranoá.

Final de tarde, Pontão Lago Sul, bar da Mormaii (Nem sabia que existia).
Tears.

Cara, eu tenho facilidade em fazer amizades.
E conservar também.
As lanchas dos políticos.

Fui eu quem tirou.

Uma das melhores viagens que eu fiz até hoje.
Tô ficando bom nisso.



Associação dos Policiais Civis do DF.

Esfera federal e suas discrepâncias salariais.



Ponte JK.



É hora de ir embora.
Feliz nem um pouco.
Associação deles tem até um pier.

Parabéns pelo seu dia e obrigado pelas entradas irrestritas em todos os ambientes de Brasília sob circunscrição policial! (Essa foi a melhor).
Dá tempo de tomar alguma coisa antes?
Sem drink´s desta vez.
Percebe que quase não trocamos de roupa? Gostamos de banho sim, mas foi por pura falta de tempo.
Fim.