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domingo, 22 de maio de 2011

Lacrimosa.

Estava tudo transcorrendo bem; final de tarde, clima ameno, dominical, familiar. Sentei para escrever sem compromisso – comecei a pensar aleatoriamente em familiares, mais especificamente na minha mãe e em seguida na minha avó.

Minha arvore genealógica viva.

Senti meus pequenos olhos trêmulos, encherem-se de lágrimas rapidamente. Sem motivo aparente – sem trilha sonora, fotografia, nem fragmento de lembrança que pudesse suscitar meu pranto.

Coloquei-me a chorar, as lagrimas escorriam a revelia, pouco pude fazer – simplesmente deixei-as seguirem seu curso normal, mas tentando encontrar uma razão para este leve desespero. Aos poucos fui me recompondo: as sobrancelhas voltando ao seu tônus natural, olhos sem desespero numa face tranqüila.

Este fenômeno durou o suficiente para encabular minha coragem, esta de querer peitar o mundo em busca da minha felicidade a todo custo, sem pensar nas conseqüências, nas distâncias...

Entre respiração ofegante e brilho nos olhos aspirando um futuro promissor: raízes.

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Nem desistir nem tentar... estamos indo de volta para casa...


É com pensamento convencido que vou aos poucos recolhendo minha outrora cansada carcaça, agora recuperada de tanto esforço emocional e colocando-a lentamente nos trilhos de uma rotina já previamente experimentada por mim.

Rotina esta, largada aos flancos, obstruída por uma saída abrupta da minha própria vida – num resgate providencial, executado por um esforço descomunal de várias partes, pus-me recluso.

Deixei meus amigos próximos se cansarem de pedir minha presença, acolhi com atenção os conselhos e anseios dos familiares quanto ao retorno e assim calcifiquei minha decisão: eu vou voltar ao trabalho e conseqüentemente a morar sozinho.

Olho para o espelho pelas manhãs e procuro ver o que mudou nestes cinco meses, o que consegui absorver e o que fora transpirado e a maior lição a que chego é que eu nunca estarei sozinho novamente. Por mais que eu tente, por mais que eu queira, por mais distante que eu vá, quanto maior a quantidade de problemas, sinto que não estarei mais sozinho.

Foi uma oportunidade ímpar na minha vida, tirei férias de mim em três estágios: internação psiquiátrica, terapia intensiva e readaptação familiar. Todos momentos marcantes, experiências incríveis, dignas de início de década. Neste ínterim, era como se eu estivesse sentado numa mesa circular com todos os meus fantasmas e pudesse perguntar o porquê de terem me assombrado tanto.

O destino será o mesmo de cinco anos atrás, a cidade em que me remodelou em quatro anos, desta vez literalmente com mais bagagens, partindo do mesmo ponto, desta vez sem amarras, com menos planos e mais objetivos.

- Conversando com minha querida, lúcida e octogenária avó sobre meu retorno ela com toda sabedoria dizia que me apoiava, apesar de querer que no fundo eu fosse demitido e arrumasse outro emprego aqui na nossa pacata cidade. Lutar contra ordens naturais do universo é algo que não me atrai mais...

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Mal contato.





Toda vez que ligo o meu velho computador, sigo o mesmo ritual: digito uma senha sem nem mesmo saber o porquê de tê-la posto, aguardo pacientemente o cansado hardware iniciar todos os aplicativos, depois vou fechando os desnecessários; abro meu editor de texto e, na seqüência, o player de musicas. Coloco-o para tocar, como sempre, no aleatório, mas noto que o volume está baixo por um problema de contato. Tento corrigir o problema, ouve-se barulhos, estalos das caixas, até que o som se estabiliza.

O ambiente externo pouco me influencia: se dia, noite, frio, calor, companhias ou não. Por razões que desconheço, prefiro as tardes, solidão e o frio para escrever, sempre acompanhado de uma bebida, nem que seja a saliva para não engolir a seco.

Depois de ajustar o cabo de áudio, sento-me novamente, relaxo o corpo deixando-me levar pela musica. Gosto de escrever a esmo quando não tenho algo em mente; também tenho o hábito de visualizar fotos concomitantemente com a escrita. Deste ritual entrelaçavam-se longas conversas pela internet com amigos, horas a fio contemplando uma tela em branco, bebendo, sorrindo e produzindo palavras que me nutriam por muito tempo. Ficava sempre exaurido – raramente terminava de uma única vez e, quando acontecia, depois eu sempre dormia exausto.

De uns tempos para cá, sem tom melancólico, não tenho tido a mesma sensação de prazer e intensidade, como conseqüência disso não tenho produzido mais. Tudo o que eu escrevi neste ano passado, resume-se ao que eu escrevia em dois meses quando em épocas áureas. Algumas coisas me fazem falta, são símbolos, para dizer a verdade, e tenho extrema dificuldade em achar substitutos para estes objetos/pessoas/lugares/sensações/sons/épocas.


sábado, 7 de agosto de 2010

Yuri com ipsilon.




Acorde com o sol raiando, tentando prevalecer entre as nuvens que ainda insistem em sufocá-lo; receba uma ligação do seu trabalho, esqueça as preocupações, apenas atenda, fale com o telefonista que logo o passará para um grande amigo - uma mistura de irmão/amigo/colega na qual, devido às circunstâncias de trabalho, tem pouco contato. Receba-o com surpresa, alegria e uma leve apreensão. Aceite o convite para passar na casa dele depois do trabalho, para que, carinhosamente lhe ofereça um convite de formatura. Abra um sorriso do tamanho do mundo e não titubeie; aceite, agradeça e diga que sente-se muito feliz por ter se lembrado te ti; faça questão de deixar bem claro quão grande é a sua satisfação, mas não pelo objeto e sim pelo gesto. Desligue o telefone, acorde seu colega de apartamento e cobre-o, afinal de contas há tempos não almoçam juntos. Passe no caixa eletrônico, dê uma enorme gargalhada ao ver o seu saldo negativo, agradeça por ter atingido a meta de não comprometer o salário do próximo mês, sorria ainda mais quando comparar suas metas com a do seu colega de apartamento; pesem-se juntos, elogie os quilos a mais e cheguem juntos à conclusão de que estão sedentários; passe pela loja de bijuterias e observem juntos a timidez da bela vendedora. Faça questão de deixar claro que estão a observá-la. Passe pela lavanderia, retire uma parte do dinheiro e pague-a com orgulho; diga que está tudo bem, mas que tem pressa para almoçar. Escolha o mesmo restaurante de sempre; pare em local proibido e conte com a sorte; peçam pratos diferentes, conversem alto, falem sobre sexo, relacionamento, mulheres, amigas, meninas e tudo que se refira ao sexo oposto. Pague a conta do restaurante, pois seu colega, apesar de verificar seu saldo, esquece-se te tirar o dinheiro. Deixe-o no centro para que siga rumo ao estágio, volte ao banco e faça todas as operações bancárias que não havia feito. Vá para casa; receba um telefonema de uma pessoa especial, olhe para o visor e atenda com surpresa, vá ao seu encontro, ofereça socorro. Perca sua tarde de estudos; troque-a por passar no supermercados, comprar ingredientes para brigadeiro, batata-frita e refrigerante; não se esqueça do sabonete líquido que acabou. Quando o grande amigo chegar não esqueça de contar os detalhes do encontro.

É, quatro anos de convivência comigo não é para qualquer um, mas agora temos um grau de parentesco que nos une – somos irmãos!

sexta-feira, 30 de julho de 2010

12 de junho, Mac dia feliz!



Nunca me importei com datas comemorativas, seja pelo seu cunho comercial, apelativo ou pela simples convicção que não se faz necessário comemorar apenas em dias preestabelecidos. Imbuído neste espírito, mal me importei em passar o dia dos namorados deste ano numa lanchonete de fast-food. Talvez a intenção da outra parte fosse um encontro; independente, eu aceitei o convite, pela companhia e principalmente pela outra variável, ou melhor, a surpresa: seu filho.

Passou para me pegar com seu pequeno rebento no horário marcado. O menino tinha a minha cara, cabelos encaracolados, agitado, rebelde, porém obediente aos comandos da mãe. Ela, envergonhada, foi logo se desculpando pelo comportamento do filho e agradecendo por ter aceitado o convite – e o pequeno não se fez intimidar, foi perguntando que eu era e a interação foi total.

Apesar do constrangimento, ela parecia não entender o brilho nos meus olhos, a forma como eu me via naquela situação. Eu me coloquei no lugar do menino, de como aqueles momentos são importantes na formação de caráter, educação e o quanto isso poderia fazer falta no futuro e tudo mais. Eu me diverti mais do que todas as crianças no play da lanchonete juntas.

Os adultos conversaram sobre tudo, principalmente sobre família, já as crianças se limitaram a jogar batatas-fritas uns nos outros. Cruzei com um colega de trabalho, que ao me cumprimentar, fez uma piada dizendo que há muito tempo que não nos falávamos, mas muito mesmo, pois havia nascido meu filho e ficara sabendo.

No retorno para casa, o menino estava exausto, encolheu-se no banco traseiro, encostou a cabeça no vidro embaçado pela umidade e ficou observando as luzes da avenida, quieto. Uma cena inesquecível, assim como este encontro, no qual acabei fazendo uma grande amiga e ratifiquei ainda mais meu maior sonho: ser pai.

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Final de férias.


Assisti a todas palestras do congresso, inclusive as apresentações de trabalhos científicos, mas a última, sobre inovação, foi de longe a mais interessante. Em determinado momento, contrariando a linha de grandes executivos, Valter Longo admitiu que prefere ter capital humano “rebelde” e ainda diz fazer questão de mantê-los e propiciar um ambiente que estimule seus questionamentos. Em linhas gerais, há três perfis de profissionais: o que dizem “não”, os que questionam sempre com um “por que” e os mais ousados sempre tem um “porque não” para todas as situações.

Neste instante, olhei para o lado e vi meus colegas de faculdade compenetrados e pensei se não fosse o nosso “porque não”, certamente não teríamos vindo. Na verdade era uma experiência que me faltava e vou levar comigo para sempre. Sete dias de convivência diária, fizemos questão de ficar em alojamento, dormindo três horas por dia, aulas de manhã até a noite e depois o roteiro de festas. Não por acaso meu livro de cabeceira, antes da viagem, na casa da minha mãe foi On the Road, de Jack Kerouac, que segundo minha tia, que o notou entre minhas cobertas, foi um dos preferidos de Janis.

Eu me permiti, fiz de tudo, conheci muita gente de todos os lugares do Brasil, aprendi muito e me diverti muito na companhia dos meus queridos amigos. Queria me desvencilhar um pouco da minha realidade e consegui nestas viagens. Tenho uma reserva de serotonina excedente e só vou usá-la em caso de extrema necessidade.

terça-feira, 27 de julho de 2010

Com vocês: Sangue do nosso sangue.


Eu e minha tia no MSN, 02/02/2010.

Fabiano diz:

e ai tia poeta!

vera lyn diz:

e ai agente escritor!!

Fabiano diz:

ghahahaah

muito calor ?

vera lyn diz:

o calor aqui ta de confundir jacare! huahuahua

mas eu andei o dia todo nele, tava surtada!!! huahuahuahua

Fabiano diz:

vixi

vera lyn diz:

ai tomei um rivotril e desacelerei!!!"!

Fabiano diz:

hhahhahahahaah

vera lyn diz:

e ai cara

tudo de legal?

Fabiano diz:

rivotril parece nome de banda de forró

vera lyn diz:

huahuahuahuahuahuahu

Fabiano diz:

prefiro diazepam

é mais sonoro!

vera lyn diz:

sim Rhivo e trio band pow!

sabe que é o rivho me deixa maneira

parece baseado............

Fabiano diz:

diazepam music star

vera lyn diz:

huahuahuahuahuahu

Com voces.

Fabiano diz:

é dificil desacelerar sozinho

vera lyn diz:

Rivho Trio e Diazepan music star.............

clap clap clap clap.....

Fá

ate hoje eu achei que fosse macha

o suficiente

mas agora minhas emoçoes dobraram

e eu quase num guento

entao to comecando com uma metade!!!!

Fabiano diz:

é bom tia...

há quem é contra remédios...

mas infelizmente nosso corpo não produz ou produz demais, alguns hormonios...

e não tem como controlar isso com terapia

vera lyn diz:

é verdade

Fabiano diz:

conversa fiada

vera lyn diz:

eu não tenho mais alguns hormonios

pq. causa da esterectommia!!!!

mas eu ja nasci descompassada! huahuahuahuahua

e eu gosdto de viver assim

tremula

Fabiano diz:

ahahahaha

tremendo

vera lyn diz:

é

pela manha

é a hora que tremo demais

depois só apos o almoço

a noite eu NAO TENHO NADAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA

Fabiano diz:

hahahhahhhahaaha

as vezes fico sem beber muito tempo fico assim tia

vera lyn diz:

NUNCA TIVE NADA A NOITE!!!!

Fabiano diz:

sera que somos todos alcolatra?

gene do vardemá?

vera lyn diz:

OLHA

EU SEI QUE NASCI

GERADA NO ALCOOL

e eu sou sim

dependente

de alcool

mas tirando isso

eu sou mesmo destrambelhada!huahuahuahuahuahuahua

Fabiano diz:

ahhhaha

semana passada entrei dentro do litro, como se dizem...esta semana to me cuidando mais...na0 bebi ainda...e to tremendo...

vera lyn diz:

huahuahuahuahuahuhua

eu

faz uns 25 dias que não bebo

pois estou entusiasmada com minha escrita

e prefiro nãso beber.........

to muito ligada em escrever

e não sinto falta da marvada

Fabiano diz:

vc escreve mto tia...

nao sei como consegue

vera lyn diz:

eu preciso

pois minha cabeça não para de funcionar

Fabiano diz:

com voces; rhivo trio...!

vera lyn diz:

DIHAZEPAHN MUSIC BAND SHOW

TOCA JANIS JOPLIN................................

Fabiano diz:

que tal uma pequena adaptacao no nome

vera lyn diz:

SUMMERTIME!!!!!

HUHUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUU

Fabiano diz:

DHIANOZEPAM MUSIC BAND SHOW

hahahahseeshasheaehsheshseehshsehesheshesehshesheehahesehhesehsehsehsheheehsehseh

vera lyn diz:

HUHUHUHUHUHUHUHUU

DHIANOzEPAN ADOREI!

OLHA O "Z"

DHIANOzEPAN

Fabiano diz:

NOz é nitro alguma coisa que explode/

vera lyn diz:

fA AS VEZES ESTOU TAO LOUUUUUUUUUCA

QUE TENHO VONTADE DE VOAR E LA NO ALTO

RIR

RIR

E DEPOIS explodirrrrrrrrrrrrrrrr HUAHUAHUAHUAHUAHUA

Fabiano diz:

gosto destes momentos, pena que duram pouco

estou numa fase que quero ficar sozinho tia...semana passada vi gente demais conheci gente demais...

vera lyn diz:

oS MEUS DURAM TANTO QUE QUASE ME TAM

ESSES DIAS ME DEU TONTURA

e eu estava sem nada

é apenas minhas emoçções

eu ando muit pra la e pra quando estou escrevendo

Fabiano diz:

aproveite tia

antes que seus hormonios se normalizem

vera lyn diz:

É sério?

será que eu vou ser extinguidfa em minha funçao?

isso não para sempre?

Fabiano diz:

em se tratando de voce nao tia...

vera lyn diz:

ficar sozinho é tudo que mais gosto! São meus melhores momentos!

Fabiano diz:

sempre se reiventando

vera lyn diz:

ah sim

Fabiano diz:

vera lyn diz:

graças a Deus!

escrever é minha vida

sempre foi

Fabiano diz:

fiz uma caminhada sozinho, corri sozinho..tava precisando nao ter influencias externas

vera lyn diz:

agora eu posso escrever

Fabiano diz:

nada melhor do que fazer o que se gosta ne tia

vera lyn diz:

voce diz caminhada na vida, né?

Fabiano diz:

caminhada fisica mesmo

rsrs

andei aqui na pista

aqui na avenida q vc pssa sempre

da federal

vera lyn diz:

ah ta!

acho bom voce se exercitar

pois vivem em dois ambientes muito carregados!

no serviço e na escola!

muita mente

esquentando

e aquele

ar quente saindo das pessoas..............

é bom drenarrrrrrrrrrrr

Fabiano diz:

simmm

bom tia falar em drenar

vou torcer minhas roupas

hahahhah

vera lyn diz:

blz

Fabiano diz:

beijao tia escritora se cuida e aproveita a bonança!!!

vera lyn diz:

seu domestico!

amanha c. le meu blogao, ta?

Fabiano diz:

tah,..!

vera lyn diz:

chegarei ao pico da loucura de um escrito maluco!

Fabiano diz:

qdo chegar do servico

rsrs

to curiooso

vera lyn diz:

ok

Fabiano diz:

mas vai postar amanha?

vera lyn diz:

tentei deixar minhas criticas no seu blog e não consegui..........

vou postar hoje

Fabiano diz:

tah!

vera lyn diz:

daqui uma hora........

Fabiano diz:

sem prob elmas...

beijao tia se cuida

!!!

vera lyn diz:

Voce menino, cuide-se tambem

fique com Deus

e não exagere

em nada!

Fabiano diz:

nothing!

vera lyn diz:

A vida não é breve como escrevo......................é muito longaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa

Adios, Dear!

Fabiano diz:

sweet...

vera lyn diz:

I LOVE DHIAzEPAN

(Minha querida tia-mãe, Vera poeta, não sabe o quanto invejo o que você viveu nesta vida; vida longa ou vida curta, intensidade sempre).