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quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Pragas urbanas.

Pós rebelião, estávamos todos reunidos, nós – os agentes, e os presos responsáveis pela limpeza do local. Um dia atípico, os sinais da destruição estavam por todas as partes: paredes quebradas, grades entortadas, colchões queimados e uma sensação de impotência reinava sobre nossas intenções. Eu, recém transferido, ainda me confundia nos caminhos da imensa construção, mal tive tempo de memorizar as saídas. Embora tentando fugir do senso-comum, não conseguia assimilar o duro golpe dado no aparato estatal, continuava procurando respostas e acalento.

Durante a limpeza, muito entulho sobre os corredores, proporcionou o aparecimento de ratos. Eram muitos, de todos os tamanhos, espécies. Dado certo momento, o nosso cruzamento era inevitável e foi o que aconteceu. Enquanto observava um preso remover os entulhos, avistei um enorme rato vindo em minha direção, completamente desesperado e sem ter por onde desviar. Por um instante, os presos voltaram a sua atenção para o rato desesperado e, conseqüentemente qual reação seria a minha. Noutra ocasião, talvez apenas me esquivasse do animal, deixando-o seguir, mas minha atitude, devido à platéia, deveria ser mais enérgica.

Desferi, ainda sem jeito, um chute que o acertou em cheio, contudo ele se recompôs e continuou a vir na minha direção; desta vez com mais força, o rebati contra a parede, atordoado, ficou estático. Foi o tempo de um preso pegar um tênis que estava perdido no meio da sujeira e desferir violentos golpes, vários, mesmo enquanto já parecia certa a morte. O rato, vencido, já morto, deixou um lastro proporcional de sangue, ainda sentia o ódio e espírito assassino do preso, que só parou de bater quando o animal parou de estremecer. Rindo, teceu o seguinte comentário: “...mais uma alma para o além”.

Preciso rever meus conceitos sobre direitos humanos.

sábado, 17 de setembro de 2011

Rebelião.





80% da CCM foi destruída

Roberto Silva e Rubia Pimenta

Engenheiros da Secretaria de Estado da Justiça, Cidadania e dos Direitos Humanos (Seju) concluem hoje a vistoria na estrutura da Casa de Custódia de Maringá (CCM), palco de uma rebelião que durou 23 horas, encerrada na manhã de ontem.

Eles vão verificar os danos estrutural causados durante o motim e apontar as obras que serão necessárias para recuperar a unidade prisional.

Segundo a assessoria de imprensa da Seju, 80% do mobiliário da CCM, principalmente camas e colchões foram destruídos. Já o Sindicato dos Agentes Penitenciários do Paraná (Sindarspen) afirma, com base em informações passadas por agentes que trabalham na unidade, que 90% foi destruído pelos presos.

Grades, muros e portas foram quebrados e pertences espalhados por todas as galerias. A possibilidade de interdição da unidade, por enquanto, foi descartada.

A rebelião terminou depois que a secretaria aceitou transferir 31 detentos para unidades prisionais de suas cidades de origem, acatando uma das principais reivindicações dos rebelados. Dos 900 internos no presídio, aproximadamente 400 participaram do motim.

Detentos rebelados mostram os presos que foram feitos reféns; apesar de exaustos, eles não se feriram

Eles mantiveram como refém o agente penitenciário Paulo Arruda e dois presos, que foram liberados assim que a rebelião foi encerrada. Apesar de exaustos, eles não foram feridos.

Durante a manhã, os presos ainda atearam fogo a roupas e colchões em um dos setores do presídios. Os integrantes do grupo conhecido como "Ferro Velho", em Maringá, liderados por Benedito Batistiole, foram os últimos a se renderem. Eles foram presos no início de julho em uma operação da Polícia Federal (PF).

Logo após, os amotinados desceram da laje e ficaram deitados, apenas de roupas íntimas, no pátio do presídio, para revista. A Polícia Militar (PM) e agentes penitenciários iniciam um processo de varredura na Casa de Custódia, para avaliar os estragos e recolher as armas utilizadas pelos rebelados.

Transferências

Maico de Souza Moretti, 25 anos, conhecido por Guerreiro, tido como líder da rebelião, e outros 22 presos foram transferidos ontem por volta das 11h para um centro de triagem em Curitiba, de onde seriam posteriormente remanejados para unidades em suas cidades de origem. Outros oito presos aguardavam contato Vara de Execuções Penais com a Justiça de outros Estados para que sejam transferidos.

O comandante do 4º Batalhão da Polícia Militar (BPM), Chehade Elias Geha, não permitiu que a imprensa acompanhasse a descida dos presos.

Os primeiros internos foram transferidos logo após o término do motim

Familiares se revoltaram com a atitude e tentaram barrar a entrada de uma das viaturas no presídio. Houve confronto com a polícia e algumas mulheres disseram ter sido agredidas. Elas temiam que os policiais agridam os presos que ficarem no presídio, fato que foi contestado pela PM.

Início

A rebelião na Casa de Custódia foi iniciada por volta das 12h30 de segunda-feira, com cerca de 20 detentos que estavam na galeria 2, e se espalhou rapidamente. Presos do regime semiaberto e pertencentes a grupos evangélicos não aderiram ao movimento.

Os rebelados chegaram a hastear uma bandeira do Primeiro Comando da Capital (PCC), facção criminosa conhecida pela atuação em presídios do Estado de São Paulo. Não houve confirmação se os amotinados tinham relação com a facção.

Os detentos reclamavam que eram constantemente agredidos e recebiam comida "azeda". A Justiça vai analisar as denúncias de maus tratos e de má alimentação na penitenciária. Também cobravam mais agilidade nos processos de pedido de liberdade na Justiça em Maringá.

A rebelião terminou com um ferido. Trata-se de um interno que tentou fugir da CCM , durante o motim. Ele levou um tiro no ombro, foi internado e passa bem.

Mais remoções

A assessoria de imprensa da Secretaria de Estado da Justiça, Cidadania e dos Direitos Humanos informou que nos próximos dias haverá o remanejamento de mais presos para outras unidades, de acordo com um levantamento que está sendo realizado. "Temos mais de 100 presos do regime semiaberto que poderão deixar a Casa de Custódia de Maringá agora", afirma o diretor do Departamento Penitenciário, Maurício Kuehne. A CCM tem capacidade para 500 presos, mas abrigava quase 900.

O meu 11/09.

Pensei em tomar um café para despertar, ou fumar um cigarro para aliviar a tensão que cercava a situação, mas lembrei que nunca me dei bem com a nicotina e há tempos não aprecio o café. Sabia que mais hora menos hora isso aconteceria e confesso que fiquei chocado, porém não me deixei intimidar.

Estas situações presenciamos apenas em cursos de especialização, história de funcionários antigos, filmes, nunca esperamos ser acometidos. Cansaço físico, estafa emocional, tensão, preocupação...

...Caos.

- Poderia ter sido eu como refém, é o que se passou na maioria dos agentes. Fiquei imaginando como seriam minhas reações, o desespero, o medo, a impotência...

Participar da rebelião foi mais uma experiência para guardar dentro do meu estimável baú, entretanto, acho que preciso de férias.



sexta-feira, 22 de julho de 2011

Solamente acá en Foz.


Ainda não sinto os efeitos da melancolia, mas é fato que nos próximos dias este sentimento será devidamente cultuado no meu novo refúgio. Estava na hora de mudar – as conseqüências do meu comportamento demonstravam isso. Tentei calcificar minhas raízes o quanto pude, mas não havia mais onde tirar motivação para me manter parado neste lugar. Não havia mais ninguém a ser conhecido, nenhum lugar a ser ido, nenhum erro a ser cometido.

Redundante dizer que sentirei falta do lugar, das coisas, das pessoas, do clima e principalmente das experiências.

Acredito que esta imagem retrata bem meus cinco anos passados aqui.

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Nem desistir nem tentar... estamos indo de volta para casa...


É com pensamento convencido que vou aos poucos recolhendo minha outrora cansada carcaça, agora recuperada de tanto esforço emocional e colocando-a lentamente nos trilhos de uma rotina já previamente experimentada por mim.

Rotina esta, largada aos flancos, obstruída por uma saída abrupta da minha própria vida – num resgate providencial, executado por um esforço descomunal de várias partes, pus-me recluso.

Deixei meus amigos próximos se cansarem de pedir minha presença, acolhi com atenção os conselhos e anseios dos familiares quanto ao retorno e assim calcifiquei minha decisão: eu vou voltar ao trabalho e conseqüentemente a morar sozinho.

Olho para o espelho pelas manhãs e procuro ver o que mudou nestes cinco meses, o que consegui absorver e o que fora transpirado e a maior lição a que chego é que eu nunca estarei sozinho novamente. Por mais que eu tente, por mais que eu queira, por mais distante que eu vá, quanto maior a quantidade de problemas, sinto que não estarei mais sozinho.

Foi uma oportunidade ímpar na minha vida, tirei férias de mim em três estágios: internação psiquiátrica, terapia intensiva e readaptação familiar. Todos momentos marcantes, experiências incríveis, dignas de início de década. Neste ínterim, era como se eu estivesse sentado numa mesa circular com todos os meus fantasmas e pudesse perguntar o porquê de terem me assombrado tanto.

O destino será o mesmo de cinco anos atrás, a cidade em que me remodelou em quatro anos, desta vez literalmente com mais bagagens, partindo do mesmo ponto, desta vez sem amarras, com menos planos e mais objetivos.

- Conversando com minha querida, lúcida e octogenária avó sobre meu retorno ela com toda sabedoria dizia que me apoiava, apesar de querer que no fundo eu fosse demitido e arrumasse outro emprego aqui na nossa pacata cidade. Lutar contra ordens naturais do universo é algo que não me atrai mais...

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Mal contato.





Toda vez que ligo o meu velho computador, sigo o mesmo ritual: digito uma senha sem nem mesmo saber o porquê de tê-la posto, aguardo pacientemente o cansado hardware iniciar todos os aplicativos, depois vou fechando os desnecessários; abro meu editor de texto e, na seqüência, o player de musicas. Coloco-o para tocar, como sempre, no aleatório, mas noto que o volume está baixo por um problema de contato. Tento corrigir o problema, ouve-se barulhos, estalos das caixas, até que o som se estabiliza.

O ambiente externo pouco me influencia: se dia, noite, frio, calor, companhias ou não. Por razões que desconheço, prefiro as tardes, solidão e o frio para escrever, sempre acompanhado de uma bebida, nem que seja a saliva para não engolir a seco.

Depois de ajustar o cabo de áudio, sento-me novamente, relaxo o corpo deixando-me levar pela musica. Gosto de escrever a esmo quando não tenho algo em mente; também tenho o hábito de visualizar fotos concomitantemente com a escrita. Deste ritual entrelaçavam-se longas conversas pela internet com amigos, horas a fio contemplando uma tela em branco, bebendo, sorrindo e produzindo palavras que me nutriam por muito tempo. Ficava sempre exaurido – raramente terminava de uma única vez e, quando acontecia, depois eu sempre dormia exausto.

De uns tempos para cá, sem tom melancólico, não tenho tido a mesma sensação de prazer e intensidade, como conseqüência disso não tenho produzido mais. Tudo o que eu escrevi neste ano passado, resume-se ao que eu escrevia em dois meses quando em épocas áureas. Algumas coisas me fazem falta, são símbolos, para dizer a verdade, e tenho extrema dificuldade em achar substitutos para estes objetos/pessoas/lugares/sensações/sons/épocas.


quarta-feira, 27 de abril de 2011

Ave Cesar.




Confesso não ser fanático por filmes, mas sou um entusiasta de personagens sem limites, na ficção – principalmente quando o mote principal é o poder. Fato este que deve justificar esta minha estranha atração por figuras reais com tais características. Atração que invariavelmente resulta em admiração ou revolta, entretanto, são crescentes – independente da característica principal de personalidade.

Esta semana voltou à cena – desta vez de forma virtuosa, - nosso responsável senador da república, Roberto Requião. Para quem não sabe o que faz um senador e não quer esperar o Tiririca se eleger para explicar, vai a dica: o senado é a segunda casa legislativa da república, serve basicamente para barrar os projetos que o congresso federal demora para aprovar.

Os políticos do alto calão mantêm um nível peculiar de trabalho: são abastados, educados, eloqüentes, negociadores, articulados, jogadores e prezam pela sua figura pública. Roberto Requião resume todas essas características, exceto as que envolvem duas partes: não negocia, não joga e conseqüentemente não perde. Requião traz à tona o velho político da época do Brasil império, do voto de cabresto, onde a democracia existe apenas para a casta dos bem nascidos; manda quem pode, obedece quem tem juízo.

Coronel Requião, manda prendê e manda sortá! Nepotista que é, coloca os filhos para trabalhar com ele, a mulher, sobrinhos, genros, noras, primos e qualquer um que o enalteça. Contrata e demite seus pares em questão de minutos, não respeita concurso, patente, experiência, nada.

Tive a desagradável experiência de estar sob as ordens diretas de Roberto Requião, quando, então, governador do Estado do Paraná – foram cinco anos de desmandos, abuso de autoridade, falta de respeito em público com os funcionários Estaduais, ofensas a jornalistas, censura a imprensa, perseguição a sindicatos, massacre a associações, políticos rivais e contra qualquer um que se opusesse à sua palavra.

Estes fatos são corriqueiros na vida de qualquer político, mas o que mais chama a atenção, o que faz inflamar o ego do senador é a forma como ele age diante destes fatos, pois é aí que ele mensura seu poder. Qualquer um se contentaria em minimizar um entrave destes, mas Requião faz questão de debater em público e desafiar as autoridades. Seu poder sempre está em xeque, acredito que acima de tudo, até mesmo do dinheiro. Uns entram na política por dinheiro, outros por poder, há sim, existem os sonhadores que tentam fazer alguma coisa.

Desta vez o senador se irritou quando o repórter da Rede Bandeirante perguntou sobre a aposentadoria especial que ele recebe do Estado do Paraná por ter sido governador por oito anos, o equivalente a vinte e cinco mil reais. Diante do questionamento, Requião se irritou, tomou o gravador, avariou o equipamento e ameaçou bater no repórter, caso perguntasse novamente sobre isso.

Hoje, meu atual “patrão” não esboça sequer sombra do seu antecessor, tem personalidade adversa, e é avesso ao populismo. Sei que o atual governador não me renderá boas criticas, mas com certeza, teremos grandes avanços cívicos, profissionais, de urbanidade no trato em negociações, enfim, progresso nas relações trabalhistas.

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Curriculum Vitae


CURRICULUM VITAE (2006)

FABIANO P. DE L.
Solteiro, brasileiro, 25 anos.
R: Estevam P. , 335 – Jardim Paulista – CEP 19023-380 – Presidente Prudente – SP
Telefone: (18) 5555-5555
E-mail: prudentino@gmail.com



OBJETIVO PROFISSIONAL

Atuar nas áreas de desenho, edição e projeto relacionados à área de CAD. Tenho ótima experiência em informática e disposição para aprendizados em outras áreas de desenho. Disponibilidade para futuros deslocamentos e viagens. Possibilidade de investimento próprio em aperfeiçoamento técnico de acordo com a necessidade da empresa.


QUALIFICAÇÕES

Experiência em desenhos de toda espécie na área CAD, elaboração, edição, revisão, detalhamentos de projetos de instalações elétricas, arquitetura e engenharia. Desenvolvimento de “as build” em todos os seguimentos de engenharia. dar continuidade a processos quantitativos, cotações de preços, orçamentos relativos aos respectivos projetos.

EXPERIÊNCIA PROFISSIONAL

1999/2006 – ESCRITÓRIO DE ENGENHARIA ELÉTRICA – Eng.º Responsável: Hugo C. M. M.

Cargo: Projetista/Desenhista.
Atuando atualmente na área de engenharia elétrica, como projetista. Realizo desenhos nas demais áreas de engenharia como profissional autônomo.

FORMAÇÃO ACADÊMICA

1995/1997 – Ensino médio completo – 2006 Cursando Superior de Enfermagem.

HABILIDADES ESPECÍFICAS

Domínio da ferramenta AutoCad, 2D, conhecimentos básicos em 3D.
Conhecimentos em Microsoft Windows, Word, Excel, Internet, Flash, Dreamweaver, Corel Draw, PhotoShop.
Básico em Inglês técnico.


(...) Nada como uma limpeza no computador para vir à tona velhas e boas lembranças. Ao som de Criador, Teatro Mágico, na suavidade de uma manhã fresca, depois de uma noite bem dormida – relembro os tempos onde a minha maior preocupação era saber se as impressões dos projetos sairiam ao meu tipo ou não.

É inegável que sinto falta do rapaz do interior de sonhos modestos e vida bucólica. Aspirações simples, objetivos tangíveis em curto prazo, preocupações mínimas, felicidade contida e principalmente de hábitos saudáveis.

Numa análise minuciosa depois de exaustivas aulas de administração de recursos humanos, psicologia organizacional, observo que meu currículo incorre em erros básicos que se tornam contraditórios. Focado na área de atuação de projetos de engenharia, mas meu curso superior em andamento é de Enfermagem. É assim que sempre me vi, fazendo atividades contraditórias que me completavam pelas virtudes das suas diversidades.

Depois desta pausa forçada passou-me pela cabeça voltar ao meu antigo oficio. Colocar meu currículo debaixo do braço e bater as portas dos escritórios dos ocupados engenheiros. Seria a tranqüilidade em detrimento do desafio, a limitação em contrapartida a uma aventura, seria meu amarrar definitivamente aqui, ficar seguro nos braços da minha família querida e viver tranqüilo.

Estou com a sensação de que sempre vivi numa bolha e que nestes quatro anos que se passaram eu ousei colocar os pés para fora, agora, depois de queimá-los, voltei-me novamente para meu abrigo, agora estou receoso em pô-los para fora novamente. Será preciso muito mais do que aventuras, diversão e simples desafios para me apetecer novamente.

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Ha sim, eu estou de férias.




Férias, como sempre o que eu planejo não ocorre por situações que eu sempre crio. Planejamento Estratégico, no próximo ano, será uma matéria da faculdade, no mínimo contraditória para eu colocar em prática.

Enfim, terminando as provas, descanso de tudo; vou para casa da família e no final do mês para um congresso internacional na praia para “zerar” meu semestre. Nem sei se eu mereço, mas com certeza eu vou aproveitar muito tudo isso.

Os dois últimos anos em seqüência, eu pensava assim:

2008
http://eletroconvulsoterapia.blog.com/2008/06/28/bon-voyage/

2009
http://silabadas.blogspot.com/2009/06/ferias-vacation-urlaub-vacaciones.html



quinta-feira, 24 de junho de 2010

Onde os fracos não tem vez.




Fazia frio, chovia um pouco, o ambiente inóspito de sempre, agora com ares de masmorra - devido ao som fantasmagórico do vento chocando-se por dentro das galerias principais. O silencio sepulcral imperava; às vezes dividia a atenção com uns pingos d’água que gotejavam insistentemente das torneiras dos antigos chuveiros. Por ser domingo, o odor que imperava era da substancia ilegal vulgarmente conhecida como “maconha”. O famoso e inocente “baseadinho”, que segundo intelectuais de esquerda – parados nos anos setenta, - não faz mal a ninguém.

Afora as questões legais e sociológicas da coisa, atrevo-me apenas a fazer um comentário oportuno. O circulo vicioso estava fechado desta forma. De repente o que era o distribuidor passava a ser consumidor. Ficando restrito a este laço, não envolvendo diretamente a sociedade, não seria tão mal de certa forma.

Infelizmente não cabe a nós, meros instrumentos do Estado, salvar o planeta de todos os males. Cabe a nós cumprir somente o que está determinado, e este diz que não se deve consumir/possuir/comercializar substancias entorpecentes dentro deste tipo de ambiente.

Então, caso seja feito o flagrante: com os devidos ritos legais, inicia-se o procedimento administrativo, e este, posteriormente culmina numa sanção disciplinar. Caso contrário, sem a materialidade (lê-se provas concretas, pegar a substancia em si) só nos resta tapar os narizes e cortar regalias como retaliação. Como entra em numa penitenciária drogas ilícitas? É uma boa pergunta; mas a principal é através de ingerir/regurgitar/ingerir novamente. Trocando em miúdos: a visita do detento engole a droga e quando está sozinha com o preso, vomita, este engole e leva para a cela e vomita novamente, onde é consumida e comercializada.

Era para ser só mais um dia de trabalho, na verdade uma reposição de horas, na qual eu voluntariamente e a meu critério resolvi compensar neste plantão. Se não fosse um fato isolado e particular, eu sairia da mesma forma que entrei no plantão. Adstrito ao meu trabalho.

Eles sabem a roupa que uso em determinados dias, os meus trejeitos, a forma como amarro os sapatos, meu tom de voz, sabem onde moro, onde mora minha família, conhecem meus hábitos noturnos, diurnos, os meus esportes preferidos e tudo isso sem eu fornecer sequer uma informação. Como? Também me perguntava como isso era possível, porém aprendi que são praticantes fervorosos de uma técnica muito simples: a observação. Rotina, rotina e mais rotina. Sempre as mesmas falas, os mesmos procedimentos, os mesmos castigos, as mesmas regalias, as mesmas respostas para as mesmas perguntas.

Nesta noite de trabalho, durante o procedimento de contagem dos presos, fui interpelado por um interno que educadamente iniciou uma tentativa de diálogo. Seu rosto, assim como o de todos, não me era nem um pouco familiar. Achei que fosse perguntar alguma coisa acerca de procedimentos ou ia pedir para que deixássemos a televisão ligada uns minutos a mais para poderem ver o final do filme. A resposta estava na ponta da língua como sempre e estava preparando um... “Vou verificar se é possível com o responsável, depois eu lhe informo”. (detalhe: o responsável sou eu!); quando para minha surpresa, ele veio me pedir desculpas.

Até então não tinha parado para observar ao meu redor. Estávamos no meio de um culto religioso - acredito que evangélico -, pois bíblias e copos d’água estavam decorando a entrada das celas.

De repente tudo silenciou-se ao meu redor, fiquei muito surpreso e ao mesmo tempo assustado. Estes são tipos de pessoas que não admitem seus erros, tão pouco pedem desculpas.

- Há de ter sido algo de muito grave então. - Pensei.

Parei de contar e perguntei qual o motivo do pedido de desculpas, pois não me lembrava de qualquer incidente com aquele homem.

- O senhor não se lembra de mim? Sou o fulano de tal, passei por aqui há dois anos. – Tentava se explicar.

- Não, não me lembro. – Respondi seco.

- Então, teve um episodio que eu fui muito agressivo com o senhor, na época em que cuidava das pilhas e dos rádios…

- Mas isso foi há muito tempo, eu não me lembro mais. Depois disso eu fui para o período noturno, retornei para o diurno e agora estou à noite novamente.

- Pois então, de qualquer forma eu estou aqui arrependido do que fiz, não tinha o direito de te tratar daquela forma e quero que me desculpe por isso, estou arrependido por ter sido tão grosseiro e agressivo.

De repente eu fiquei desarmado. Pouco me importava o episodio, o preso ou o dia. As coisas não são assim; nossas diferenças sempre são resolvidas com hostilidade, ódio e agressividade de ambas as partes. Não há meio termo. Um manda e o outro obedece. O mínimo deslize de ambas as partes é tratado como uma vitoria pela outra. É uma competição quase que vital.

- Você não pode quebrar o protocolo assim de uma hora pra outra, pensei.

- Eu queria que o senhor me perdoasse…

Esta frase foi seguida de uma mão estendida e um olhar sincero.
Não foi preciso imaginar o que aconteceu depois. Eu sigo protocolos por mais rígidos que sejam, então…

Era pra ser uma redenção, com todas as glórias sonhadas por sociólogos, assistentes sociais, beatas de paróquias, psicólogos, direitos humanos e intelectuais. Na teoria foi, mas não pude demonstrar isso na prática.

- Infelizmente não vou poder pegar na sua mão preso e você sabe o motivo. Estamos em lados opostos aqui e muito provavelmente lá fora também. Mas fique sabendo que as suas desculpas foram aceitas, não há nenhum ressentimento de minha parte. Muito provavelmente eu estava cumprindo meu papel e você, tentando me impedir, como é de praxe. Que bom que pensa desta forma agora, é o que tem que ser feito. Cumpra a sua pena sem maiores incidentes e recomece a sua vida assim que sair deste lugar. Espero que incidentes daquele não se repitam mais. – Finalizei.

Disse tudo isso sem demonstrar qualquer tipo de sentimento que não a serenidade.

No fundo eu me senti satisfeito, realmente as pessoas têm cura, ou melhor, solução; uma minoria até então, que se resume em menos de 0,1%. Meu lado humano não me deixa desacreditar em regeneração. Infelizmente ele só passou um pequeno obstáculo, ainda há muitos.

Apesar de satisfeito não me sinto empolgado. Sei que estes são casos raros e que é muito mais prudente acreditar que na primeira oportunidade que tiver, ele vai colocar um estoque afiado no meu pescoço e não estender a como uma forma de cordialidade. Segui em frente, continuei a contagem dos presos, ao som de hinos evangélicos.

(02/10/2008)


segunda-feira, 14 de junho de 2010

Curtas.

(Última semana...)

(...)
Conversa de final de plantão, todos sentados no chão, relaxados, entre amigos. “A” pergunta se alguns dos presentes receberam o e-mail com a foto de um agente de São Paulo que foi flagrado tentando entrar com celulares escondidos. Todos dizem que sim e cada um expressa sua opinião. “A” completa dizendo que deveriam ter espancado o funcionário que cometeu tal ato, que deveria ser execrado e queimado em praça pública. “B”, mais sereno diz que “A” não teria coragem de fazer nada a não ser ignorá-lo. “A”, fica surpreso com a reação de “B” e recua. “C” entra na conversa e resolve testá-los hipoteticamente: pergunta qual seria a reação de “A” ao saber que “B” (amigo de longa data), fosse o funcionário. “A” diz ironicamente que não iria fazer rifas para pagar o advogado. “D” entra na conversa e diz que ainda bem que nunca tivemos casos de corrupção, pelo menos no círculo dos agentes, mas ressalta que houve uma suspeita de um amigo muito próximo de “C”. Por sua vez, “C” sente-se ofendido pelo amigo, diz que houve suspeitas não comprovadas, mas abstém de uma defesa parcial de seu amigo que não está para se defender e diz apenas que, cada um responde por si e faz uma revelação: – Talvez vocês não saibam, mas eu quando desconfiei de algo, como melhor amigo tive duas atitudes: a primeira foi questioná-lo e a segunda foi alertar a chefia para que averiguasse.

- Muito maior do que a amizade que nos prende são os princípios que eu carrego comigo. - Finalizou “C”.

Todos chegaram a um consenso e é talvez este o motivo pelo qual eu tenha orgulho de trabalhar com estes caras: A corrupção é o câncer do serviço público.


(...)
“D” faz uma brincadeira pelo rádio no final do plantão que é interpretada como ofensiva pela chefia e pelo colega “E”, que retruca imediatamente. “A”, de imediato, sente vergonha e, ao ser questionado, nega a autoria dos fatos. “D” e “E” são amigos próximos e até pouco tempo havia uma hierarquia entre os dois, agora não mais. A brincadeira gera muitos comentários e “D”, sente-se na obrigação moral de reparar e espera o melhor momento. Durante a reunião matinal, diante de toda a equipe, a chefia e “E”; “D” toma a palavra e desculpa-se. Todos se surpreendem, inclusive “D” que sempre está com a razão.

quarta-feira, 24 de março de 2010

Procura-se.




É hora de voltar a ser frio; não apenas motivado pela brusca variação de temperatura – que nos acompanhará pelos próximos sete longos meses – mas por uma convicção de que um dos princípios inexoráveis da vida é a lei da inércia:

- “Na ausência de forças, um corpo em repouso continua em repouso, e um corpo em movimento, continua em movimento retilíneo uniforme”.

E é assim que devemos nos ver: ou parados, ou em movimento. Definitivamente o ano ainda não começou para mim, ou se sim, não da forma que eu esperava. Nenhuma força agia sobre mim, logo eu permanecia em repouso. Acomodado pelas circunstâncias, motivos que me fogem ao controle, talvez detalhes pequenos ou complexos, como planejamento, fato é que estou estático.

Voltando a afirmação anterior, nenhuma força externa agiu sobre mim e nenhuma força agirá, porque motivação é intrínseco, vem de si próprio, ninguém nem nada pode me motivar. Lembro-me que discutia com a professora de Psicologia Organizacional quando ela questionava se uma organização é capaz de motivar alguém - dizia eu:

- “É claro que sim, é obvio professora. Bons planos de carreira e cargos, remuneração, benefícios...”

Sem saber, eu pensava como um comportamentalista: onde a motivação é explicada através de incentivos e recompensas, em cujo certo comportamento me levaria a tais atrativos. Mas com o tempo, estas recompensas não me satisfazem mais ou se chego ao objetivo, não me sinto mais atraído para me comportar daquela forma. E agora?

Então, fui apresentado aos pesquisadores humanistas: nas quais os fundamentos da motivação estão na necessidade de auto-realização. O conceito de auto-realização é tão complexo e íntimo, portanto, diverge, invariavelmente de pessoa para pessoa. Eu era bombardeado por questões simples por experientes professores, tais como:

- “Por que você está aqui hoje? Por que escolheu este curso? Aonde quer chegar? O que é o topo para você? Você é feliz?

Todas estas perguntas simples que nunca tinha me feito antes, pesavam a tal ponto que eu me curvava diante da minha vida. Foi então que eu definitivamente entendi o conceito de motivação; são perguntas que somente EU poderia responder e mais ninguém. Eu poderia sofrer influências exteriores sim, e estas poderiam me modificar ou não, dependendo de como eu as interpretasse.

E assim finalizei o meu conceito sobre motivação – enquadrando-me completamente no conceito dos cognitivistas: Onde os fatores internos determinam o nosso comportamento e que reagimos de diferentes formas para o mesmo evento, ou seja, reagimos conforme a nossa interpretação do evento e não em relação ao evento em si.

Assim comecei a aplicar a teoria na prática, no meu trabalho, minha maior fonte estimuladora de comportamentos. Percebi, de forma simples que, o que estava bom para mim, não estava bom para meus colegas, e vice-versa – mesmo sendo, teoricamente benefícios, considerados satisfatórios para todos, uns se sentiam entusiasmados e outros não. Logo devo admitir na teoria e na prática que a minha professora tinha razão:

- “Ninguém nem nada é capaz de motivar você”.

Logo, então, concluo que coloquei em prática ainda os ensinamentos do ano passado. O que me falta é motivação. Um motivo para agir, uma força interior para me movimentar; auto-determinação que com o passar do tempo se perdeu e não voltará se eu não descobrir o porquê. Estou inerte, pois ainda não sei o que me motiva; se é que isso existe.

terça-feira, 9 de março de 2010

Agressive mode: on.




Sempre me gabei por não incorporar a minha vida pessoal todas as influências negativas que sou acometido durante meu trabalho. Maneirismos, gírias, violência, descaso, opressão, revolta, tensão, medo e outras situações adversas que bombardeiam a personalidade de qualquer um. Desde o curso de formação sabia o que me esperava - foram aproximadamente duzentas extenuantes horas-aulas teóricas sobre rotinas penitenciárias que sempre terminavam com a seguinte frase:

- Vocês nunca mais serão os mesmos, seja qual for o tempo que passarem pelo “sistema”.

É assim que é chamado o nosso círculo de trabalho: de sistema. O sistema é complexo, porém muito rico em conhecimentos, acontecimento e questionamentos. Durante o curso de formação, a primeira vista, absorvi todo o conhecimento dos meus professores-instrutores: colegas de trabalho com mais de vinte anos de carreira, psicólogos, advogados, policiais negociadores, psiquiatras, médicos sanitaristas, bombeiros e uma outra infinidade de profissionais ligado a área da saúde física, mental e da execução penal.

Tenho certeza de que fui bem preparado, fizeram de tudo para desistirmos de tomar posse: Influenciando com depoimento de colegas que foram reféns em rebelião; slides com fotos das doenças que estávamos expostos; pressão psicológica; visitas técnicas as mais precárias unidades do Estado. Apenas os contras, cada dia mais, até realmente estarmos preparados para o pior e esperá-lo. Muita informação sobre uma realidade de pessoas que vivem à margem da sociedade e, a partir de então, seria a nossa realidade.

Nada me assustou por incrível que pareça: nem as fotos de presos no manicômio em estado terminal, destruição durante rebeliões, os depoimentos, as realidades do sistema, a apatia física dos “antigões”, a feição de ódio dos apenados, o estado caótico da máquina estatal. Minha única preocupação era não chegar a extremos, para tanto, eu tentei me blindar para não ser afetado por nada e ninguém.

A priori, minha tentativa foi por água abaixo, depois de uma tenra adaptação ao novo trabalho, novas atribuições foram nos sendo concedidas e com elas vieram a pressão. Senti, entrei em colapso, o sistema englobou toda minha vida, quando percebi estava às vésperas de usufruir compulsoriamente de uma licença médica por dezenas de moléstias psicossomáticas. Não pensei em desistir, mas sofri muito por não ter a devida experiência para lidar com tantas situações adversas ao mesmo tempo. Resolvi insistir, graças a um ensinamento de um instrutor que se aposentou, - dizia ele do alto dos seus trinta anos de sistema:

- Sei que vocês são jovens, a maioria com diploma de curso superior; melhores preparados - tanto emocionalmente, quanto fisicamente, mas se vocês quiserem passar pelo sistema, mesmo que por pouco tempo, tem que aprender a trabalhar. Isso se resume a não deixar ser absorvido pelo sistema.

João, o instrutor, tinha razão, foi então que fui trabalhar no período da noite para reavaliar meus conceitos sobre eficiência, trabalho em equipe, liderança, poder, reorganizar minha vida pessoal e repensar meu modo de trabalho e todos os pontos que me afetavam diretamente.

Novos conceitos foram atribuídos às minhas rotinas, sendo o principal o fator relevar. Demorei um pouco para entender que estava dentro de uma panela de pressão gigantesca, regida por normas e leis que não funcionam na prática e que se confrontam com vontades de mil pessoas diretamente. Somos obrigados a tomar decisões em milésimos de segundos e que ninguém sequer fica sabendo, a não ser que seja a decisão errada, caso contrário evitamos uma situação de risco. Outro peso importante a ser medido era a minha capacidade de maleabilidade diante das relações interpessoais, pois neste quesito deixava a desejar. Na verdade, eu era limitado e demorei a aceitar isso. E ainda sou.

Novamente, os ensinamentos de João me vieram à cabeça:

- Estamos sempre aprendendo, pois o dia em que acharmos que sabemos tudo, com certeza estaremos com um “estoque” no pescoço. (Estoque: instrumento afiado e pontiagudo, feito artesanalmente de qualquer material, utilizado como arma branca dentro de presídios.)

Aquele jovem aposentado colega tinha razão em tudo o que nos passara - principalmente na primeira afirmação. Eu tentei de todas as formas não ser absorvido, mas eu fui. O sistema me engoliu de tal forma que não percebi, mas os que me conheciam antes sim. E pelo visto é um processo irreversível. Incorporei uma característica que não era minha, ou talvez, não em grau tão absurdamente elevado. Externei uma agressividade que não existia em mim antes, isto é um fato concreto, pois já não agüento mais ouvir sobre esta mudança definitiva de comportamento, que eu próprio achava aceitável.

Sou extremamente agressivo em todos os sentidos, sai pelos poros e é incontrolável, contudo isto não desencadeia necessariamente violência, graças ao meu auto-controle, mas sou extremamente voraz, ávido por o que quer que seja.

Entretanto, o que me espanta mesmo é que a agressividade não é direcionada ao sistema, nem ao trabalho em si, mas a minha vida pessoal. Conto nos dedos de uma mão as vezes que me descontrolei no trabalho, mas no meu dia-dia pessoal isso é crônico, é uma rotina cansativa, desgastante tanto para mim quanto para o resto da humanidade que convive direta ou indiretamente comigo. O problema não é o trabalho, mas a influência que ele teve na minha vida.

Eu não faço o que eu gostaria de fazer profissionalmente, mas gosto muito, demais do que eu faço e sou extremamente grato pela enriquecedora experiência (tanto boas quanto ruins) que adquiri nestes breves, porém intensos, quatro anos de sistema. Não é o meu objetivo, mas se me aposentar aqui, que seja compulsoriamente por idade, e não por invalidez.

Hoje aprendi a trabalhar Sr. João, mas ainda não aprendi a viver.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Curriculum Vitae.



(Todo adulto tem um e comigo não poderia ter sido diferente, entretanto não imaginava que minha vida profissional e acadêmica mudaria tanto da que eu levava nestes tempos. Se pudesse voltar atrás teria entregue este curriculum em escritórios de capitais ou ter aceitado a proposta de trabalho em Angola, na África.)


CURRICULUM VITAE



FABIANO PEREIRA DE LIMA

Solteiro, brasileiro, 25 anos.
Rua Estevam P. B., 33** – Jardim Paulista – CEP 19023-380 – Presidente Prudente – SP Telefone: (18) 3222-460* E-mail: prudentino@gmail.com

OBJETIVO PROFISSIONAL

Atuar nas áreas de desenho, edição e projeto relacionados à área de CAD. Tenho ótima experiência em informática e disposição para aprendizados em outras áreas de desenho. Disponibilidade para futuros deslocamentos e viagens.
Possibilidade de investimento próprio em aperfeiçoamento técnico de acordo com a necessidade da empresa.

QUALIFICAÇÕES

Experiência em desenhos de toda espécie na área CAD, elaboração, edição, revisão, detalhamentos de projetos de instalações elétricas, arquitetura e engenharia. Desenvolvimento de “as build” em todos os seguimentos de engenharia. Dar continuidade a processos quantitativos, cotações de preços, orçamentos relativos aos respectivos projetos.

EXPERIÊNCIA PROFISSIONAL

1999/2006 – ESCRITÓRIO DE ENGENHARIA ELÉTRICA – Eng.º Responsável: Hugo Cesar M. M.

Cargo: Projetista/Desenhista.
Atuando atualmente na área de engenharia elétrica, como projetista. Realizo desenhos nas demais áreas de engenharia como profissional autônomo.

FORMAÇÃO ACADÊMICA

1995/1997 – Ensino médio completo – 2006 Cursando Superior de Enfermagem.

HABILIDADES ESPECÍFICAS

Domínio da ferramenta AutoCad, 2D, conhecimentos básicos em 3D.
Conhecimentos em Microsoft Windows, Word, Excel, Internet, Flash, Dreamweaver, Corel Draw, PhotoShop.
Avançado em inglês técnico.





terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Vida real.

Fiquei sabendo da rebelião quinze minutos após o seu início, antes mesmo da imprensa, através de dois colegas que estavam no dia do ocorrido, felizmente nenhum deles saiu ferido, mas três outros, ficaram como refém por horas.

Há inúmeras teses de estudiosos (teóricos, obviamente) sobre as razões que levam as pessoas cometerem tais atos, portanto sem mais delongas vou postar os resultados práticos.

As imagens não me chocam, pois este é o meu trabalho. É uma sensação desagradável receber este e-mail com as imagens e não sentir nada mais do que preocupação com meus colegas.

Debates na imprensa sobre o acontecido.