Se um dia eu acordar querendo mudar tudo de lugar, trocar de nome, arrumar novos amigos, procurar outro trabalho, virar vegetariano e comprar um cachorro; não me dêem ouvidos.
segunda-feira, 28 de maio de 2012
Agora.
quinta-feira, 6 de outubro de 2011
Pragas urbanas.

Pós rebelião, estávamos todos reunidos, nós – os agentes, e os presos responsáveis pela limpeza do local. Um dia atípico, os sinais da destruição estavam por todas as partes: paredes quebradas, grades entortadas, colchões queimados e uma sensação de impotência reinava sobre nossas intenções. Eu, recém transferido, ainda me confundia nos caminhos da imensa construção, mal tive tempo de memorizar as saídas. Embora tentando fugir do senso-comum, não conseguia assimilar o duro golpe dado no aparato estatal, continuava procurando respostas e acalento.
Durante a limpeza, muito entulho sobre os corredores, proporcionou o aparecimento de ratos. Eram muitos, de todos os tamanhos, espécies. Dado certo momento, o nosso cruzamento era inevitável e foi o que aconteceu. Enquanto observava um preso remover os entulhos, avistei um enorme rato vindo em minha direção, completamente desesperado e sem ter por onde desviar. Por um instante, os presos voltaram a sua atenção para o rato desesperado e, conseqüentemente qual reação seria a minha. Noutra ocasião, talvez apenas me esquivasse do animal, deixando-o seguir, mas minha atitude, devido à platéia, deveria ser mais enérgica.
Desferi, ainda sem jeito, um chute que o acertou em cheio, contudo ele se recompôs e continuou a vir na minha direção; desta vez com mais força, o rebati contra a parede, atordoado, ficou estático. Foi o tempo de um preso pegar um tênis que estava perdido no meio da sujeira e desferir violentos golpes, vários, mesmo enquanto já parecia certa a morte. O rato, vencido, já morto, deixou um lastro proporcional de sangue, ainda sentia o ódio e espírito assassino do preso, que só parou de bater quando o animal parou de estremecer. Rindo, teceu o seguinte comentário: “...mais uma alma para o além”.
Preciso rever meus conceitos sobre direitos humanos.
sábado, 17 de setembro de 2011
Rebelião.
80% da CCM foi destruída
Roberto Silva e Rubia Pimenta
Engenheiros da Secretaria de Estado da Justiça, Cidadania e dos Direitos Humanos (Seju) concluem hoje a vistoria na estrutura da Casa de Custódia de Maringá (CCM), palco de uma rebelião que durou 23 horas, encerrada na manhã de ontem.
Eles vão verificar os danos estrutural causados durante o motim e apontar as obras que serão necessárias para recuperar a unidade prisional.
Segundo a assessoria de imprensa da Seju, 80% do mobiliário da CCM, principalmente camas e colchões foram destruídos. Já o Sindicato dos Agentes Penitenciários do Paraná (Sindarspen) afirma, com base em informações passadas por agentes que trabalham na unidade, que 90% foi destruído pelos presos.
Grades, muros e portas foram quebrados e pertences espalhados por todas as galerias. A possibilidade de interdição da unidade, por enquanto, foi descartada.
A rebelião terminou depois que a secretaria aceitou transferir 31 detentos para unidades prisionais de suas cidades de origem, acatando uma das principais reivindicações dos rebelados. Dos 900 internos no presídio, aproximadamente 400 participaram do motim.
Detentos rebelados mostram os presos que foram feitos reféns; apesar de exaustos, eles não se feriram
Eles mantiveram como refém o agente penitenciário Paulo Arruda e dois presos, que foram liberados assim que a rebelião foi encerrada. Apesar de exaustos, eles não foram feridos.
Durante a manhã, os presos ainda atearam fogo a roupas e colchões em um dos setores do presídios. Os integrantes do grupo conhecido como "Ferro Velho", em Maringá, liderados por Benedito Batistiole, foram os últimos a se renderem. Eles foram presos no início de julho em uma operação da Polícia Federal (PF).
Logo após, os amotinados desceram da laje e ficaram deitados, apenas de roupas íntimas, no pátio do presídio, para revista. A Polícia Militar (PM) e agentes penitenciários iniciam um processo de varredura na Casa de Custódia, para avaliar os estragos e recolher as armas utilizadas pelos rebelados.
Transferências
Maico de Souza Moretti, 25 anos, conhecido por Guerreiro, tido como líder da rebelião, e outros 22 presos foram transferidos ontem por volta das 11h para um centro de triagem em Curitiba, de onde seriam posteriormente remanejados para unidades em suas cidades de origem. Outros oito presos aguardavam contato Vara de Execuções Penais com a Justiça de outros Estados para que sejam transferidos.
O comandante do 4º Batalhão da Polícia Militar (BPM), Chehade Elias Geha, não permitiu que a imprensa acompanhasse a descida dos presos.
Os primeiros internos foram transferidos logo após o término do motim
Familiares se revoltaram com a atitude e tentaram barrar a entrada de uma das viaturas no presídio. Houve confronto com a polícia e algumas mulheres disseram ter sido agredidas. Elas temiam que os policiais agridam os presos que ficarem no presídio, fato que foi contestado pela PM.
Início
A rebelião na Casa de Custódia foi iniciada por volta das 12h30 de segunda-feira, com cerca de 20 detentos que estavam na galeria 2, e se espalhou rapidamente. Presos do regime semiaberto e pertencentes a grupos evangélicos não aderiram ao movimento.
Os rebelados chegaram a hastear uma bandeira do Primeiro Comando da Capital (PCC), facção criminosa conhecida pela atuação em presídios do Estado de São Paulo. Não houve confirmação se os amotinados tinham relação com a facção.
Os detentos reclamavam que eram constantemente agredidos e recebiam comida "azeda". A Justiça vai analisar as denúncias de maus tratos e de má alimentação na penitenciária. Também cobravam mais agilidade nos processos de pedido de liberdade na Justiça em Maringá.
A rebelião terminou com um ferido. Trata-se de um interno que tentou fugir da CCM , durante o motim. Ele levou um tiro no ombro, foi internado e passa bem.
Mais remoções
A assessoria de imprensa da Secretaria de Estado da Justiça, Cidadania e dos Direitos Humanos informou que nos próximos dias haverá o remanejamento de mais presos para outras unidades, de acordo com um levantamento que está sendo realizado. "Temos mais de 100 presos do regime semiaberto que poderão deixar a Casa de Custódia de Maringá agora", afirma o diretor do Departamento Penitenciário, Maurício Kuehne. A CCM tem capacidade para 500 presos, mas abrigava quase 900.
O meu 11/09.
Pensei em tomar um café para despertar, ou fumar um cigarro para aliviar a tensão que cercava a situação, mas lembrei que nunca me dei bem com a nicotina e há tempos não aprecio o café. Sabia que mais hora menos hora isso aconteceria e confesso que fiquei chocado, porém não me deixei intimidar.
Estas situações presenciamos apenas em cursos de especialização, história de funcionários antigos, filmes, nunca esperamos ser acometidos. Cansaço físico, estafa emocional, tensão, preocupação...
...Caos.
- Poderia ter sido eu como refém, é o que se passou na maioria dos agentes. Fiquei imaginando como seriam minhas reações, o desespero, o medo, a impotência...
Participar da rebelião foi mais uma experiência para guardar dentro do meu estimável baú, entretanto, acho que preciso de férias.
segunda-feira, 2 de maio de 2011
Mal contato.
Toda vez que ligo o meu velho computador, sigo o mesmo ritual: digito uma senha sem nem mesmo saber o porquê de tê-la posto, aguardo pacientemente o cansado hardware iniciar todos os aplicativos, depois vou fechando os desnecessários; abro meu editor de texto e, na seqüência, o player de musicas. Coloco-o para tocar, como sempre, no aleatório, mas noto que o volume está baixo por um problema de contato. Tento corrigir o problema, ouve-se barulhos, estalos das caixas, até que o som se estabiliza.
O ambiente externo pouco me influencia: se dia, noite, frio, calor, companhias ou não. Por razões que desconheço, prefiro as tardes, solidão e o frio para escrever, sempre acompanhado de uma bebida, nem que seja a saliva para não engolir a seco.
Depois de ajustar o cabo de áudio, sento-me novamente, relaxo o corpo deixando-me levar pela musica. Gosto de escrever a esmo quando não tenho algo em mente; também tenho o hábito de visualizar fotos concomitantemente com a escrita. Deste ritual entrelaçavam-se longas conversas pela internet com amigos, horas a fio contemplando uma tela em branco, bebendo, sorrindo e produzindo palavras que me nutriam por muito tempo. Ficava sempre exaurido – raramente terminava de uma única vez e, quando acontecia, depois eu sempre dormia exausto.
De uns tempos para cá, sem tom melancólico, não tenho tido a mesma sensação de prazer e intensidade, como conseqüência disso não tenho produzido mais. Tudo o que eu escrevi neste ano passado, resume-se ao que eu escrevia em dois meses quando em épocas áureas. Algumas coisas me fazem falta, são símbolos, para dizer a verdade, e tenho extrema dificuldade em achar substitutos para estes objetos/pessoas/lugares/sensações/sons/épocas.
quarta-feira, 27 de abril de 2011
Ave Cesar.

Confesso não ser fanático por filmes, mas sou um entusiasta de personagens sem limites, na ficção – principalmente quando o mote principal é o poder. Fato este que deve justificar esta minha estranha atração por figuras reais com tais características. Atração que invariavelmente resulta em admiração ou revolta, entretanto, são crescentes – independente da característica principal de personalidade.
Esta semana voltou à cena – desta vez de forma virtuosa, - nosso responsável senador da república, Roberto Requião. Para quem não sabe o que faz um senador e não quer esperar o Tiririca se eleger para explicar, vai a dica: o senado é a segunda casa legislativa da república, serve basicamente para barrar os projetos que o congresso federal demora para aprovar.
Os políticos do alto calão mantêm um nível peculiar de trabalho: são abastados, educados, eloqüentes, negociadores, articulados, jogadores e prezam pela sua figura pública. Roberto Requião resume todas essas características, exceto as que envolvem duas partes: não negocia, não joga e conseqüentemente não perde. Requião traz à tona o velho político da época do Brasil império, do voto de cabresto, onde a democracia existe apenas para a casta dos bem nascidos; manda quem pode, obedece quem tem juízo.
Coronel Requião, manda prendê e manda sortá! Nepotista que é, coloca os filhos para trabalhar com ele, a mulher, sobrinhos, genros, noras, primos e qualquer um que o enalteça. Contrata e demite seus pares em questão de minutos, não respeita concurso, patente, experiência, nada.
Tive a desagradável experiência de estar sob as ordens diretas de Roberto Requião, quando, então, governador do Estado do Paraná – foram cinco anos de desmandos, abuso de autoridade, falta de respeito em público com os funcionários Estaduais, ofensas a jornalistas, censura a imprensa, perseguição a sindicatos, massacre a associações, políticos rivais e contra qualquer um que se opusesse à sua palavra.
Estes fatos são corriqueiros na vida de qualquer político, mas o que mais chama a atenção, o que faz inflamar o ego do senador é a forma como ele age diante destes fatos, pois é aí que ele mensura seu poder. Qualquer um se contentaria em minimizar um entrave destes, mas Requião faz questão de debater em público e desafiar as autoridades. Seu poder sempre está em xeque, acredito que acima de tudo, até mesmo do dinheiro. Uns entram na política por dinheiro, outros por poder, há sim, existem os sonhadores que tentam fazer alguma coisa.
Desta vez o senador se irritou quando o repórter da Rede Bandeirante perguntou sobre a aposentadoria especial que ele recebe do Estado do Paraná por ter sido governador por oito anos, o equivalente a vinte e cinco mil reais. Diante do questionamento, Requião se irritou, tomou o gravador, avariou o equipamento e ameaçou bater no repórter, caso perguntasse novamente sobre isso.
Hoje, meu atual “patrão” não esboça sequer sombra do seu antecessor, tem personalidade adversa, e é avesso ao populismo. Sei que o atual governador não me renderá boas criticas, mas com certeza, teremos grandes avanços cívicos, profissionais, de urbanidade no trato em negociações, enfim, progresso nas relações trabalhistas.
domingo, 13 de junho de 2010
Daí nois puxa o "ére" pra falar também.

É engraçado como os apresentadores (as) de programas regionais de sucursais de grandes emissoras fazem questão de explicitar o seu sotaque. Esta é uma característica peculiar nossa, que nascemos no interior dos estados. Dizem que meu sotaque mudou muito, eu tenho cá minhas dúvidas; leite quente eu não falo (ainda).
Referente aos apresentadores, hoje estava vendo um programa destes de culinária local; divulgação de colunas sociais e uma infinidade de propagandas lindeiras, apareceu um ex-professor meu de contabilidade (que não tem sotaque e acha que Santa Catarina é o melhor Estado do mundo), uma figura espetacular (como professor), e muito divertida como pessoa - divulgando uma grande festa popular regional em comemoração ao aniversário da cidade de Foz do Iguaçu - a Fartal.
[...] 31/05/2010
Estava escrevendo uma postagem para divulgar a importância de eventos como este, mas depois de “prestigiar” vou direto às críticas. A principal foi referente foi referente ao preço dos produtos e serviços oferecidos. Fica até vergonhoso de chamar este evento de festa popular; sem contar que serviu de “palanque” para meu ex-professor de contabilidade nas suas aspirações políticas, por se o organizador da feira. Agricultura de subsistência, micro-empresa familiar, sustentabilidade, repartir o bolo econômico, renda em prol de entidades...Como diria próprio professor de contabilidade sobre missão das empresas:
- Tudo conversa fiada, o que todos nós queremos é dinheiro, lucro a todo custo.
E foi o que se viu; se os expositores pretendem vender seus produtos pelos valores superfaturados da feira, é melhor que sucumbam aos produtos chineses e as grandes redes.
Na verdade é um paradoxo: organizar um evento deste vulto demanda muito empenho e desta forma espera-se retorno proporcional. Ocorre que, o evento foi patrocinado por verbas públicas e todos os expositores desembolsaram somas generosas para participar, então não entendi o porquê da “elitização” de uma festa para o município.
Em suma: comi e me diverti o suficiente, mas confesso que muitas pessoas não tiveram a mesma oportunidade. No final do passeio, para relembrar meus tempos de infância - na qual andávamos em todos os brinquedos dos parques (devido ao custo ser acessível a qualquer um) comprei uns bilhetes, mas fiquei constrangido em me divertir ao ver uma menina acompanhada apenas pela sua mãe, a observar os outros brincarem. Minha família não esperaria outra atitude minha e na verdade queria ter feito mais - infelizmente quando verifiquei na carteira para ver o que havia me sobrado, só tinha o suficiente para pagar o estacionamento.
terça-feira, 13 de abril de 2010
Ramo de Arruda NÃO dá sorte?

quarta-feira, 24 de março de 2010
Procura-se.

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010
Caro senhor síndico.

domingo, 14 de fevereiro de 2010
Quem vai pagar o pato eu não sei.

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009
Ho ho ho.

Natal me remete a muito saudosismo e, por este motivo, quando voltar a Foz do Iguaçu, acredito que terei muito que escrever. Natal para quem não sabe, é aquela data Cristã, (que os judeus e os chineses aproveitam o feriado para ganhar dinheiro) na qual as pessoas se reúnem em volta de um objetivo comum: não, não é o nascimento de Jesus, mas sim o Peru!
O grande símbolo do Natal, sem dúvida nenhuma, é o consumismo. Nunca vi data mais apelativa, hipócrita e significante para as pessoas. Ao longo do ano, servimo-nos de ganância, intolerância, egoísmo - mas ao chegar o Natal, nos reunimos, juntamente com as pessoas que, na maioria das vezes, mal nos importamos o ano todo, e de uma maneira “mágica” (como na propaganda da Coca-Cola); tudo se resolve, consumindo, consumindo e consumindo.
Independente destes conceitos e da dor de cotovelo que estou sentindo das pessoas que realmente assemelham a essência do Natal; pensei numa inversão total: durante todo o ano, praticamos o espírito de Natal; nem precisa nos encher de presentes e se entupir de Peru; apenas a essência do Natal - e no dia vinte e cinco; chutamos o balde, a bunda gorda do Papai Noel, a mesa, o peru, os convidados e o caralho a quatro!
Soa mais coerente, porém acredito ser impraticável para muitos – talvez me inclua também, mas para os entusiastas do Natal em si – o que me excluo desde já – para estes sim, impraticáveis desde sempre.
Antes da ceia, vamos todos nós – ao redor do mundo – rezar pelas pessoas que tem fome, não tem trabalho, não tem teto; depois, sem o mínimo constrangimento, enfiar um pedaço suculento de carne na boca, tomar bastante vinho e depois dormir nas nossas camas secas, não atingidas pelos desastres naturais.
Viva esta magia do Natal, o verdadeiro espírito de felicidade que nos contagia e faz-nos sentir menos culpados pelos problemas do mundo, afinal de contas, é Natal!
quarta-feira, 25 de novembro de 2009
Sim sinhô coroné!

quinta-feira, 15 de outubro de 2009
A arte da guerra.
quarta-feira, 14 de outubro de 2009
Cotidiano (o meu) II.
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http://www.bemparana.com.br/index.php?n=123779&t=agentes-tem-mais-medo-na-rua-do-que-dentro-das-penitenciarias
segunda-feira, 12 de outubro de 2009
Cotidiano (o meu).

Londrina, 12/10/2009 | 16:36 | por DANIEL COSTA
terça-feira, 29 de setembro de 2009
IRPF - 2009

Maiores informações consulte o Extrato do processamento.
terça-feira, 1 de setembro de 2009
Rasgando os dentes.

quinta-feira, 20 de agosto de 2009
Hay que endurecer...


